Aliado de Marina defende Eduardo Campos e chama delator de 'criminoso'

Campos foi um dos político citados pelo ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa, que em uma delação premiada entregou uma lista de pessoas supostamente beneficiadas pelo esquema

iG Minas Gerais | Da redação |

PSB/Divulgação
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O coordenador do programa de governo de Marina Silva -candidata do PSB à Presidência-, Maurício Rands, desqualificou nesta quarta-feira (10) as denúncias que ligam Eduardo Campos, presidenciável morto em um acidente aéreo em 13 de agosto, ao suposto esquema de corrupção na Petrobras.

Campos foi um dos político citados pelo ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa, que em uma delação premiada entregou uma lista de pessoas supostamente beneficiadas pelo esquema. Rands classificou o ex-diretor de "criminoso".

"O mecanismo da delação tem que ter fundamentos. Nem tudo o que uma pessoa presa que quer obter redução de pena diz é verdade", disse Rands, depois de participar do Fórum Nacional, no BNDES, no Rio.

Segundo a revista "Veja", Costa listou o ex-governador de Pernambuco, o ministro Edison Lobão (Minas e Energia), líderes do Congresso como os presidentes da Câmara e do Senado, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) e Renan Calheiros (PMDB-AL), entre os políticos que teriam sido beneficiados pelo desvio recursos de obras e projetos da estatal.

Paulo Roberto Costa está preso desde março, como resultado das investigações da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, que investiga esquema de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Em troca das informações, o ex-diretor poderá ter sua pena reduzida ou obter até mesmo um perdão judicial por seus crimes.

"Campos foi governador e nunca cometeu qualquer deslize. Pelo contrário, ele foi exemplo de rigor. Não é a palavra de um criminoso que vai atingir um homem que está aqui para se defender. A vida pública dele fala por ele", afirmou o coordenador de Marina.

Questionado se a relativização das acusações é aplicável aos demais suspeitos, Rands disse que "a vida pública de Campos fala por ele".

"Cada um tem seu histórico é de limpeza na vida pública. Isso não vale para alguns dos outros", disse. "Como alguém que vinha denunciando sistematicamente os desmandos da Petrobras, como ele, poderia estar envolvida com os desmandos da empresa?".

O coordenador disse ainda que, se Marina for eleita, seu governo vai promover uma "administração profissional baseada no mérito" na Petrobras e que não vai permitir represamento de reajustes dos combustíveis com o objetivo de impedir alta da inflação.

"(Administração profissional) é você não utilizar a Petrobras como mecanismo equivocado de combate à inflação, causando um prejuízo imenso". Ele também afirmou que o pré-sal vai ter sua prioridade mantida em um possível governo de Marina.

"Nunca no programa de Marina se cogitou não explorar o pré-sal. Vamos usar tecnologia cada vez mais avançada e desenvolver a cadeia produtiva. É absolutamente necessário para desenvolver o pais". Para ele, conciliar o crescimento do uso das fontes renováveis com o aumento da produção de petróleo é possível, e ambas as estratégias podem ser combinadas.

'Perda de credibilidade'

Rands disse, ainda, que a mudança de perspectiva de risco de crédito do Brasil de estável para negativa, pela agência Moody's, anunciada nesta terça-feira (9), é resultado da "perda de credibilidade" do país.

"A má condução macroeconômica e o adiamento das reformas estruturantes fez com que o Brasil perdesse credibilidade".

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