Mineira com nome em lista de prostitutas recebeu mais de 800 mensagens

Lista circula por grupos de WhatsApp e Facebook com cerca de 300 nomes de mulheres de 13 Estados; Polícia Federal investiga o caso e já identificou um suspeito

iG Minas Gerais | CAROLINA CAETANO |

“Depois que isso aconteceu, tenho crises de choro. Minha vida está perturbada”. O depoimento é de uma mulher de 34 anos que teve o nome e número de telefone divulgados em uma lista falsa de prostitutas que circula em todo o Brasil pelo Facebook e pelo WhatsApp. A moradora de Sabará, na região metropolitana de Belo Horizonte, descobriu o crime no fim de agosto que foi vítima do crime.

A corretora de seguros contou à reportagem de O TEMPO que estava em casa quando começou a receber as primeiras mensagens. Nelas, os usuários pediam que ela enviasse fotos e faziam propostas sexuais.

“A princípio fiquei sem entender, mas, depois, um dos homens que mandou as mensagens me contou que o meu nome e número estavam nessa lista. Fiquei louca e comecei a chorar”, contou a mulher.

Desde o dia 30 de agosto, a mulher sofre com o crime. A vítima calcula que tenha recebido mais de 800 mensagens até a última semana, quando resolveu sair do WhatsApp. “Recebi propostas com prefixos de vários Estados. Cheguei a responder muitas delas escrevendo que não era prostituta e não sabia como meu número tinha caído nessa lista. Alguns homens chegaram a pedir desculpas”, explicou

Mesmo saindo do aplicativo de mensagens, a dona de casa ainda recebe algumas mensagens de texto e até ligações. Ela, que mora sozinha, não pode deixar o celular desligado pois sofreu um acidente há pouco tempo.

“Preciso manter contato com minha família e amigos. O aparelho tem que ficar ligado, mas ele não para de tocar e as ligações me perturbam a noite inteira”, desabafou.

A vítima foi à Delegacia Especializada em Crimes Cibernéticos de Belo Horizonte e foi informado que deve procurar o Juizado Especial, localizado na rua Padre Rolim, 424, no bairro Santa Efigênia, e entrar com uma ação por danos morais.

“Após a vítima entrar com o pedido, a juiz estipula um prazo para o Facebook, que é responsável pelo WhatsApp, responder a ação. Em seguida, a polícia abre inquérito para investigar o caso”, explicou a delegada Paloma Bonson.  “Tenho medo que alguém descubra o meu endereço, de ser apontada na rua pelas pessoas. Não sou prostituta. É muito triste ter a moral abalada. Quero que responsável pague por tudo isso”, finalizou.

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