Suspeito de espalhar falsa lista de prostitutas é de São Paulo

Nomes e telefones celulares de mais de 300 mulheres circulam no aplicativo de mensagens WhatsApp

iG Minas Gerais | Raquel Sodré |

Atrevidos. Vítimas do homem procurado pela polícia recebem várias mensagens pedindo programa
Reprodução de TV
Atrevidos. Vítimas do homem procurado pela polícia recebem várias mensagens pedindo programa

Uma lista com nomes e telefones atribuídos falsamente a garotas de programa de 13 Estados do Brasil está circulando pelo Facebook e pelo WhatsApp. O caso já está sendo investigado e, na tarde de ontem, a Polícia Civil do Distrito Federal localizou um suspeito. A corporação informou que o homem será intimado para prestar depoimento.

O suspeito, morador de São Paulo, foi indicado como um dos criadores da lista que contém contatos de mulheres de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Ceará, Sergipe e Pará. Como o processo ainda está em fase de investigação, a polícia se negou a dar mais informações sobre o caso. A lista traz o nome e o número de celular de mais de 300 mulheres. Em alguns casos, há também uma breve descrição da pessoa e o preço cobrado por programa.

Ao lado do número de “Antonely”, por exemplo, vem a observação: “essa é lésbica”. Já o nome “Karen” vem acompanhado por “só curte atrás porque é evangélica”.

O autor da mensagem afirma que todas têm WhatsApp e enviam fotos sensuais pelo aplicativo. No fim da mensagem, ele ainda classifica a lista como um “serviço de utilidade pública” e diz que sua “boa ação do ano tá feita por esse grupo”.

Vítimas. Com o DDD 31, referente a Belo Horizonte e região, foram divulgados dez números. A reportagem de O TEMPO tentou falar em todos, mas somente um atendeu.

Uma moça que não quis se identificar – mas disse que seu nome não corresponde ao que está na lista – respondeu que já sabia que seu telefone havia sido divulgado e já havia tomado todas as providências, sem detalhar suas ações. Notoriamente irritada, ela encerrou a ligação. “Estou muito ocupada, meu telefone não para de tocar, tenho muita coisa para fazer”, disse, antes de desligar o telefone.

Em um número do Rio de Janeiro, a reportagem conversou com uma professora universitária de 67 anos que também não quis revelar o próprio nome. Ela contou que, desde o início da semana, vem recebendo mensagens “estranhas”. “Algumas vêm só com ‘oi’ e não falam mais nada. Outras vêm falando coisas ridículas, como ‘eu tô a fim’, e ‘tô querendo um sexo sem compromisso’. Eu nem perco meu tempo respondendo”, conta.

A professora disse não ter tomado conhecimento da existência da lista antes de nossa ligação. “Parecia que meu telefone havia sido violado, mas estava esperando encontrar com meus filhos para mostrar a eles”, afirma.

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