Segurança pauta campanha

Principais candidatos ao governo do Estado apostam que eleitor quer maior policiamento

iG Minas Gerais | Isabella Lacerda e Larissa Arantes |

Pimenta da Veiga se reuniu ontem com associação mineira de cachaça, em BH
Nereu Jr. / Coligacao Todos Por
Pimenta da Veiga se reuniu ontem com associação mineira de cachaça, em BH

Os programas de governo dos dois principais candidatos ao governo de Minas, Fernando Pimentel (PT) e Pimenta da Veiga (PSDB), ainda nem foram divulgados, mas os adversários já disputam quem tem a melhor proposta para uma das áreas de maior interesse do eleitor: segurança pública. Em particular, a quantidade de policiais nas ruas é o alvo do embate.

No início da campanha, o candidato do PT focou os problemas de segurança do Estado e prometeu resolver o que chamou de “falta de estrutura” das polícias. Com o início da propaganda na televisão e no rádio, uma das primeiras propostas apresentadas pelo petista foi a abertura de 12 mil novas vagas para agentes de segurança em Minas.

Por ser o candidato de continuidade do atual governo estadual, Pimenta se comprometeu a reforçar a estrutura das polícias, também com aumento do efetivo, caso seja eleito. A quantidade de homens na rua, no entanto, superou o cálculo anunciado pelo seu rival, chegando a 15 mil.

Questionado se a ideia dos dois postulantes ao Palácio Tiradentes é disputar “quem oferece mais” aos mineiros, Pimentel afirmou que 12 mil agentes é o número ideal. “O número estabelecido por nossa equipe é suficiente para suprir a demanda e o déficit de policiais. O importante é que nós vamos fazer a polícia presente, coisa que hoje não existe em Minas. Me estranha muito o governo do Estado, em 12 anos, não ter conseguido fazer isso”, criticou. Em entrevista ontem, o petista ainda disse que Minas está com “7.000 policiais a menos que o fixado por lei”.

Pimenta, apesar de admitir a necessidade do aumento do efetivo, culpa o governo federal, sob o comando do PT, de “descuido” das fronteiras do país por onde entram armas e drogas.

“Nossa meta é, primeiro, manter uma posição harmônica e integrada entre as polícias civil e militar. Vamos colocar mais 15 mil policiais nas ruas para que a segurança seja mais efetiva, já que governo federal não cuida das fronteiras”, justifica. De acordo com o tucano, é preciso ter “tolerância zero com a bandidagem”.

Educação. Outro ponto que virou alvo de disputa pelos postulantes é a educação. Os dois já prometeram levar a escola integral para todos os colégios de Minas e divulgaram isso durante a campanha como uma das principais iniciativas de seus eventuais governos.

Pimentel, porém, ainda não informou como a medida será concretizada. Já Pimenta promete, agora, levar a escola integral para a maior quantidade de colégios possível. O tucano chegou a falar em enviar um projeto de lei para a Assembleia Legislativa para que todas as novas escolas construídas no Estado estejam preparadas para o ensino integral.

A ideia é considerada ousada, já que, segundo dados do governo divulgados em julho, o Estado conta com 1.848 escolas públicas com o horário estendido de aulas, e, para que todas contem com o programa, seria preciso dobrar esse número.

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