Polsec lança vigia eletrônico para atender segurança pública

Empresa de BH, com fábrica em Santa Rita do Sapucaí, inventa aparelho inédito no mundo

iG Minas Gerais | Helenice Laguardia |

Novidade. No estande da Feira Industrial do Vale da Eletrônica, em Santa Rita do Sapucaí, Renato Werner lançou o Observador
Masaiuque Kioki / Sindvel
Novidade. No estande da Feira Industrial do Vale da Eletrônica, em Santa Rita do Sapucaí, Renato Werner lançou o Observador

A Polsec, empresa que já é referência no Brasil em sistema de bloqueio celular prisional, lançou no mercado o “Observador”, um equipamento que faz a localização georeferenciada. “Com a tecnologia de celular, Wi-Fi e vídeoanalítica avançado, não existe algo no mundo como o Observador”, conta o presidente da empresa com sede em Belo Horizonte e fábrica em Santa Rita do Sapucaí, Renato Werner, 42.

Para a fábrica no Sul de Minas, Werner investiu R$ 2 milhões neste ano. Agora ele tem a expectativa de uma demanda de 1000 unidades do Observador por mês, vindas, principalmente, do setor de segurança pública.

Por R$ 5.800 a unidade, Werner explica que a terceira geração do Observador tem gravação local, transmissão via telefonia celular e transmissão via rede Wi-Fi. Com o equipamento numa operação policial, Werner afirma que é possível ver todos os policiais que estão na rua. “Do comando e controle, o comandante, o tomador de decisão da polícia consegue enxergar onde está cada um dos policiais em campo. E consegue, clicando no ícone daquele policial, ver também o que o que aquele policial está vendo, em tempo real”, diz.

O primeiro fornecimento de 80 aparelhos do Observador, antes do lançamento oficial na Feira Industrial do Vale da Eletrônica (Fivel), foi para a Secretaria de Grandes Eventos do Ministério da Justiça utilizar na Copa de 2014. E a App Store já publicou o aplicativo da Polsec.

E o Observador não precisa da instalação de antena? Não, o executivo diz que ele utiliza satélite. “Está pronto para ser aplicado na segurança pública e dar resultado imediatamente, em qualquer órgão de segurança”. Quem comprar o aparelho vira dono, basta usar um chip, que tem que pagar conta, ou pode utilizar a rede Wi-Fi da cidade.

Outra tecnologia agregada ao Observador é a de reconhecimento facial. “Uma pessoa me disse que o Observador é um soldado do futuro. Hoje um policial não tem condição de ter na memória todos os foragidos. Assim, a tecnologia vai permitir que um policial faça o trabalho de cem”, conclui.

Com o interesse de outros países, Werner pretende iniciar a exportação ainda neste ano. “Nós fizemos prospecção em Angola, Portugal e México, e eles demonstraram interesse em adquirir. Não tem um gestor de segurança pública que não gostou”, diz o executivo que vai para a Alemanha expor o Observador. Em outubro, é a vez da China. “É a menina dos olhos da Polsec”, diz.

Anaconda

Estratégia. Com equipamentos especiais em tecnologia de segurança pública, a Polsec participou da operação Anaconda, da Polícia Federal, em 2002 quando forneceu equipamentos.

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