Criança autista é afastada de escola após agressão

Uma briga entre um professor e o menino de 11 anos gerou a paralisação das aulas na Escola Municipal Coronel Antônio Augusto Diniz Costa

iG Minas Gerais | JHONNY CAZETTA |

Cidades -  Alunos da Escola Municipal Antonio Augusto Diniz Costa , em Contagem , na Grande BH , ficaram sem aula , professores paralisaram as atividades porque na ultima sexta - feira ( 5 ), um  professor foi agredido por um estudante autista de 11 anos . Na foto: Mae do garoto Renata Andrade com o filho autista de 11 anos . Foto: Alex de Jesus/O Tempo 09/09/2014
AJL
Cidades - Alunos da Escola Municipal Antonio Augusto Diniz Costa , em Contagem , na Grande BH , ficaram sem aula , professores paralisaram as atividades porque na ultima sexta - feira ( 5 ), um professor foi agredido por um estudante autista de 11 anos . Na foto: Mae do garoto Renata Andrade com o filho autista de 11 anos . Foto: Alex de Jesus/O Tempo 09/09/2014

Com exceção de uma criança de 11 anos, os demais alunos do turno da manhã da Escola Municipal Coronel Antônio Augusto Diniz Costa, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, estarão de volta ao colégio nesta quarta-feira (10), após dois dias sem aulas. A suspensão das classes ocorreu na última segunda-feira (8), quando o menino em questão, que possui autismo, se envolveu em uma briga com um professor de inglês da instituição.

Por conta da confusão, chegou a ser especulada a possibilidade de exclusão do garoto, que atualmente cursa a 6ª série. Preocupada com a situação, uma vez que já conseguiu rever na Justiça uma expulsão anterior do menino, a mãe dele, a dona de casa Renata Andrade, acionou a ouvidoria da Secretaria de Educação do município (Seduc) e denunciou que seu filho vem sendo vítima de preconceito no colégio por conta das necessidades especiais dele.

“O que busco é um simples direito dele de estudar e se desenvolver como qualquer outra pessoa. O que meu filho sofre hoje é discriminação e tudo o que ocorre ali acaba virando culpa dele. Isso vem ocorrendo desde que conseguimos na Justiça, há 2 anos, reaver uma decisão dessa mesma escola de expulsá-lo pelo fato dele ser autista”, afirmou Renata.

A direção do colégio, no entanto, nega qualquer intenção de expulsar o menino da instituição, mas sim a necessidade de um acompanhamento especializado sobre a situação do estudante. Nesta terça, todos os educadores da instituição se reuniram para debater o episódio da briga do aluno com o professor, e no final do encontro, emitiram uma carta à Seduc, pedindo por mais medidas de segurança para evitar casos como esse.

Por sua vez, a secretaria afirmou à reportagem que ainda está analisando o ocorrido e que “tomará as providências cabíveis, nos próximos dias, além de um definição em comum acordo com os pais do aluno sobre as melhores condições para ele estudar e se desenvolver”.

Agressão

No Boletim de Ocorrência (BO), feito pela Polícia Militar (PM) no dia dos fatos,  foi relatado que o garoto levantou de sua cadeira no meio da aula  e começou a  dar batidas  na porta de entrada da sala. Ele então teria sido repreendido pelo professor, que apresenta a versão de nesse momento ter sido agredido com socos na cabeça, dados pelo aluno. Já na versão da criança, as agressões teriam sido feitas pelo próprio  educador que, inclusive, teria rasgado o uniforme dele. A Polícia Civil irá apurar o caso. 

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