Prefeitura remove famílias que ocupavam imóvel no bairro União

As quatro famílias ocuparam uma construção de lojas inacabada localizada na avenida José Cândido da Silveira

iG Minas Gerais | JOSÉ VÍTOR CAMILO |

A pequena ocupação foi bastante criticada pelos moradores do bairro União
Reprodução/Facebook
A pequena ocupação foi bastante criticada pelos moradores do bairro União

Foi realizada pela Prefeitura de Belo Horizonte a remoção de quatro famílias que viviam em um imóvel inacabado e que corria o risco de desabar localizado na avenida José Cândido da Silveira, no bairro União, na região Nordeste de Belo Horizonte. A ação promovida pela Regional Nordeste aconteceu no último dia 29 de agosto amparada por uma liminar da Justiça.

Conforme divulgado pelo órgão, a ocupação, conhecida como "Lajão", é formada por estruturas de concreto armado de um local onde possivelmente seriam construídas lojas que não foram finalizadas. O município entrou com uma ação pedindo a remoção dos moradores por conta do riso de desabamento e incêndio que existia em função das infiltrações e precariedade das instalações elétricas.

Ainda conforme a regional, os moradores já haviam sido alertados várias vezes sobre o iminente risco de deslizamento do imóvel, mas mesmo diante do perigo se recusavam a deixar o local. Após várias tentativas de convencer as famílias a irem para um abrigo, o município recorreu à Justiça visando resguardar a vida desses moradores.

Após a Regional Noroeste comunicar a remoção em sua página no Facebook, moradores da região se manifestaram apoiando a desocupação. "Excente trabalho. Este local era um local que fragilizava a paisagem de nossa região. Ninguém merecia isso. Parabéns", disse um dos moradores. "Bom trabalho Regional. Agora, não podemos esquecer da continuidade de melhorias para a rua Artur de Sá, no Bairro União!!!", defendia outra.

A ação de desocupação do imóvel contou com as gerências de Políticas Sociais, Saúde, Manutenção, Limpeza Urbana, Fiscalização Integrada e Área de Risco, da Regional Nordeste, além do apoio da BHTrans e da Cemig, que foi acionada para executar o corte das instalações clandestinas de luz no imóvel.

Entre os moradores que deixaram o local apenas uma família optou pelo abrigamento, os outros preferiram ir para a casa de familiares. Todos os pertences dos moradores foram encaminhados para os locais apontados por eles.