Ex-presidentes do BC pedem mais medidas para conter a inflação

Gustavo Franco e Gustavo Loyola defendem reforma política

iG Minas Gerais | Juliana Gontijo |

JOAO GODINHO / O TEMPO
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Medidas para conter a inflação, a necessidade das reformas e a defesa da independência do Banco Central (BC) foram alguns dos temas do 5º Fórum Liberdade e Democracia, que aconteceu nesta segunda, no Palácio das Artes, na região central da capital.  

O evento, promovido pelo Instituto de Formação de Líderes de Belo Horizonte (IFL-BH) e que acontece uma vez por ano, teve como tema “Qual Brasil Queremos?” O ex-presidente do Banco Central (BC) e sócio da Rio Bravo Investimentos, Gustavo Franco, ressaltou a necessidade das reformas. “O país só faz as reformas quando está a beira do precipício. Com isso, nossa capacidade de crescimento foi se esgotando no decorrer dos anos”, observa.

Para ele, a inflação é que nem alcoolismo, não tem cura, só controle. Franco afirma que o teto da meta é muito próximo de 10%. “Se passarmos disso, aí é ladeira abaixo”, diz.

O também ex-presidente do BC e sócio da Tendências Consultoria Integrada, Gustavo Loyola, salientou que são necessárias reformas de diversas naturezas, entre elas, do ICMS. “É um imposto que perdeu a funcionalidade. É necessário também retirar o ônus excessivo da atividade econômica e recuperar a credibilidade macroeconômica, melhorando as expectativas. A reforma da previdência ficou pela metade”, analisou.

Para ele, o país não cresce por causa da adoção equivocada da política econômica e que o país não pode fazer concessões para a inflação.

Social. Franco afirmou que mais do que políticas sociais, como o Bolsa Família, a ascensão da classe média foi fruto da demografia, com queda da taxa de natalidade e melhora do cenário econômico externo e interno. “Foi um período de valorização das commodities”, diz.

Para Loyola, a redução das desigualdades sociais passa pelo crescimento econômico, que resulta na geração de empregos formais, muito mais dos que os programas sociais. “Cuidar da inflação é de certa forma cuidar do social. Não há como reduzir desigualdade sem crescimento econômico”, ressalta o ex-presidente do BC.

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