Polícia Federal instaura inquérito

A decisão de encaminhar ao Procurador geral da República se deve ao fato de que ele pode fazer o pedido, caso o acate, tanto ao STF como à Justiça no Paraná

iG Minas Gerais |

Brasília. A Polícia Federal instaurou no sábado um inquérito para apurar o possível vazamento de informações sigilosas após políticos da base aliada, um ministro e três governadores de Estado serem apontados como beneficiários de um esquema de propina na Petrobras.  

Na última sexta-feira, a imprensa divulgou relatos do depoimento do ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa, que negocia o benefício da delação premiada para entregar detalhes do esquema.

Nesta segunda-feira, o Ministério da Justiça solicitou à PF acesso aos depoimentos que atingem importantes personagens da base do governo, mas teve o pedido negado pois o processo corre em sigilo. O ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) recorreu, então, à Procuradoria-Geral da União para que o órgão analise a viabilidade de a Presidência da República obter a documentação.

A decisão de encaminhar ao Procurador geral da República se deve ao fato de que ele pode fazer o pedido, caso o acate, tanto ao STF como à Justiça no Paraná. “O procurador pode checar com o Supremo se os depoimentos estão nesta instância e solicitar que eles sejam repassados caso considere o pedido correto”, disse Cardozo.

Partidos

Pedidos. O PPS e o Solidariedade pediram acesso aos depoimentos de Paulo Roberto Costa. O mesmo fizeram o PT e o PSB, que querem conhecer o que foi dito sobre Eduardo Campos.

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