Solto por engano, suspeito de esquartejar cunhado é preso no centro BH

Justiça converteu prisão temporária do suspeito em prisão preventiva, mas, mesmo assim, ele foi solto; Subsecretaria de Administração Prisional está apurando o que aconteceu

iG Minas Gerais | Bruna Carmona |

O jovem suspeito de esquartejar o cunhado e abandonar o corpo na lagoa da Pampulha, em julho deste ano, foi novamente preso nesta segunda-feira (8), na região da Rodoviária de Belo Horizonte, depois de passar pouco mais de 24 horas em liberdade.

A.P.G., de 18 anos, cumpria prisão temporária no Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) Gameleira desde o início de agosto. Segundo Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi), o prazo da prisão temporária venceria no dia 6 de setembro, no entanto, a prisão preventiva do suspeito foi decretada no dia 3, o que não permitia que ele fosse liberado. Mesmo assim, ele foi solto no domingo (7). A suspeita, segundo a Suapi, é que tenha ocorrido uma falha na comunicação interna da unidade prisional.

A conversão da prisão temporária em preventiva foi pedida pela delegada Cristiana Angelini, que já concluiu o inquérito sobre o caso. Foi a delegada quem recebeu a informação de que o suspeito estaria nas proximidades da rodoviária na manhã desta segunda-feira e, com o apoio da Guarda Municipal, conseguiu prendê-lo.

O homem será novamente encaminhado para o Ceresp Gameleira, onde ficará à disposição da Justiça. De acordo com a Suapi, um Procedimento Interno foi aberto “para apurar as responsabilidades pela soltura indevida do detento”.

O caso

A.P.G. e a irmã dele, R.P.G., são suspeitos de assassinar e esquartejar o servente de pedreiro José Carlos Alves Ribeiro, de 21 anos, que era companheiro da suspeita. As partes do corpo da vítima foram encontradas dentro de malas e sacolas espalhadas pela orla da Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte, no dia 13 de julho.

As investigações duraram um mês e apontaram que, após uma briga com o servente de pedreiro, o suspeito teria esperado a vítima dormir para matá-lo com golpes de marreta. O corpo foi esquartejado e colocado nas malas, com a ajuda de um adolescente de 17 anos, que ainda não foi encontrado pela polícia.

 

 

 

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