Mercado enxuto do vôlei 'força' reencontros constantes

Jogadores e técnicos, a cada jogo, enfrentam antigos companheiros de clube ou times que já defenderam na carreira

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

Douglas Cordeiro comemora um dos pontos do título
douglas magno
Douglas Cordeiro comemora um dos pontos do título

O mercado do vôlei brasileiro, motivado em parte pela extinção e criação de times a cada temporada, faz com que a mudança de clubes por parte dos jogadores seja constante. Reencontros são inevitáveis e, em um único jogo, é possível ver de perto algumas situações que comprovem isso.

No Campeonato Mineiro, o quadro é recorrente, até pelo torneio ter apenas quatro times. O técnico Chiquita, da UFJF, por exemplo, foi assistente do Montes Claros na temporada 2009/2010. O atual técnico do Minas, Nery Tambeiro, foi o comandante do MOC na última temporada. Marcelo Mendez, técnico do Sada Cruzeiro, também treinou o Pequi Atômico, assim que desembarcou em Minas Gerais.

Em quadra, os exemplos se multiplicam. O líbero do Sada Cruzeiro, Serginho, já jogou pelo Minas, assim como o central cruzeirense Douglas Cordeiro.

"O mercado do vôlei é pequeno e as possibilidades de esbarrar com caras conhecidas é grande. Quando já se está no fim de carreira, como é o meu caso, fica até difícil jogar contra alguém que não é conhecido", brinca Acácio, com 36 anos.

Contra os mais jovens. No entanto, exceções aparecem. "Quando vamos enfrentar equipes formadoras, como é o caso de Sada Cruzeiro e Minas, é comum vermos jogadores que estão subindo que nunca vimos. Eles são o futuro do nosso vôlei. Daqui a pouco, eu vou me aposentar e eles vão permanecer", mostra o jogador. 

Com tanto tempo dividindo a quadra, seja do mesmo lado ou não, amizades se constroem. É o caso de Acácio com Douglas Cordeiro. Os dois centrais jogaram juntos no Sada Cruzeiro, onde foram campeões brasileiros na temporada 2011/2012. "Ele é um cara que mora no meu coração. O que fica mesmo são as amizades que construímos. O Acácio é um exemplo disso", destaca Cordeiro.

Atalho. No começo de temporada, onde os times ainda montam seus elencos, a experiência de conhecer as características de jogadores já conhecidos, é apenas um dos atalhos. "Nosso esporte conta com limitações, como o tamanho da quadra e a regra de um toque por jogador. Então, já ter uma noção do que o adversário vai fazer, pelo perfil que já temos, ajuda bastante. As características de muitos deles já estão fixadas na cabeça", detalha Acácio.

Exemplos de reencontros

Treinadores

Chiquita - técnico da UFJF, ex-assistente de MOC Marcelo Mendez - técnico do Sada Cruzeiro, ex-técnico de MOC Nery Tambeiro - técnico do Minas, ex-técnico de MOC

Jogadores

Serginho - líbero do Sada Cruzeiro, ex-Minas Douglas Cordeiro - central do Sada Cruzeiro, ex-Minas Acácio - central do MOC, ex-Sada Cruzeiro Túlio - ponta do MOC, ex-Sada Cruzeiro Everaldo - levantador do Minas, ex-MOC Pétrus - central do Minas, ex-MOC Alemão - oposto da UFJF, ex-Sada Cruzeiro Manius - ponta da UFJF, ex-Minas