Hortas comunitárias chegam a escolas municipais de BH

Em algumas unidades, os alunos plantam e cuidam das hortaliças, que propõe uma alimentação maios saudável, nutritiva e sem agrotóxicos

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Ao mesmo tempo em que se alimentam de forma saudável, pequenos estudantes aprendem a cultivar as hortaliças
Doralice Calazans/ divulgação PBH
Ao mesmo tempo em que se alimentam de forma saudável, pequenos estudantes aprendem a cultivar as hortaliças

Os tempos de alimentos industrializados ou repletos de agrotóxicos nas escolas podem estar chegando ao fim. Cada vez mais, a discussão e os esforços se concentram em uma alimentação saudável e natural. Por isso o programa Hortas Escolares e Comunitárias da Secretaria Municipal Adjunta de Segurança Alimentar e Nutricional (Smasan), por meio da Gerência de Apoio à Produção e Comercialização de Alimentos, foi criado. A ideia é incentivar crianças e adolescentes a consumirem produtos naturais, de qualidade e saudáveis.

Algumas escolas municipais da região Oeste já aderiram ao programa, como fez a escola Hugo Werneck, há sete anos, tendo em vista incentivar a comunidade do Morro das Pedras a produzir sua própria horta em pequenos espaços. Com a participação de cem alunos do programa Escola Integrada, toda a produção dos alimentos colhida em grande escala pelos alunos vai para a cantina e alguns itens são distribuídos esporadicamente entre alunos professores, aniversariantes e visitantes da escola.

Segundo a coordenadora da escola, a professora Isa Mirian de Lima, as crianças do segundo ciclo, de 9 a 11 anos, participam efetivamente na formação dos canteiros. O trabalho é feito três vezes por semana, em rodízio com grupos de 15 crianças. “Os grupos de alunos são divididos por canteiros. Cada canteiro tem um tipo de hortaliças ou verduras. A partir daí são feitas as observações, a preparação, os cuidados e o reaproveitamento dos resíduos da cozinha para produção de lixo orgânico”, explica. O aluno Ítalo Caique, de 14 anos, resolveu participar para aprender mais sobre a horta e saber quais os produtos que ele pode comer e já pensa em fazer uma horta em casa.

Por meio da Smasan, a escola recebe mudas, esterco, orientação e mão de obra, quando necessário. “Quando é preciso, a turma da horta sai às ruas para fazer orçamento de mudas, terra e sementes nas proximidades da escola. Vai aos sacolões ver a tabela e acompanham nos folhetos de supermercados o preço de hortaliças, frutas e verduras”, explicou Isa.

Na Escola Municipal Magalhães Drumond, a proposta foi acolhida em 2012 e, desde então, aprender a cultivar as plantas de forma criativa e divertida são pilares pedagógicos que vem sendo desenvolvidos em um espaço que garante a participação de todos os alunos, de acordo com a professora Maria Rita Barbosa, coordenadora da instituição. “Esse trabalho conta com a parceria da PUC, que encaminha estudantes para ministrar oficinas de meio ambiente. Trabalhamos com turmas que são divididas por idade e por interesse de cada aluno”, disse.

Plantar todos os dias, replantar, molhar as plantas sem desperdício de água e ter cuidado com o meio ambiente recolhendo todo o lixo faz parte da rotina dos alunos que complementam as refeições com os alimentos colhidos na horta, Os alunos se mostram muito interessados, como Bernardo Cassimiro, de 9 anos, da terceira série, que acha muito legal e gosta de compartilhar com a família tudo que aprende na escola.

A vice-diretora da Unidade Municipal de Educação Infantil (Umei) Silva Lobo, Alessandra Angélica Custódio, considera importante o programa oferecido pela Smasan, já que contribui para complementar o trabalho que já é feito na Umei. “Esta ação possibilita o contato das crianças com a natureza, por meio da observação do crescimento do alimento, de onde eles vêm e como utilizar o que plantam na horta para alimentação na escola. Isso é muito rico para ao trabalho da educação infantil”, salientou.

Na Umei Silva Lobo, diferentes turmas e professores se apropriaram da horta por meio de diversos projetos em um trabalho que encanta crianças como Mirela, de 4 anos. “A gente visita a horta, molha as plantinhas e depois elas vão para a nossa barriguinha”, comentou. A professora Cátia explica que todos os dias ela leva a sua turma na horta para molhar as plantas, ver se está bem cuidada e observar o crescimento.

Hortas Comunitárias

O programa Hortas Comunitárias é outro projeto oferecido pela Smasan, que se estende aos centros de saúdes, Instituições de Longa Permanência para Idosos, hospitais, creches e espaços comunitários. A implantação destas hortas tem como foco a melhoria das condições de vida de grupos sociais, em especial os que vivem em situação de insegurança alimentar e nutricional, além de contribuir para a geração de renda, elevando as oportunidades de ocupação. A Smasan, por meio de profissionais, doa sementes, cartilhas explicativas, orienta sobre manuseio, plantio correto, adubação e colheita dos hortifrúti produzidos.

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