Mulher começou a vender ‘por acaso’

iG Minas Gerais |

Marina R., 34, passou a vender remédios para emagrecer e antidepressivos pela internet por acaso. Adepta das fórmulas perigosas há anos, ela precisava comprá-los para consumo próprio, e como foram banidas no Brasil pela Anvisa, o jeito foi descobrir o mercado negro. Assim, ela passou a se abastecer e a abastecer outras mulheres ansiosas por perder alguns quilos.

A procedência dos medicamentos nem sempre é confiável. “A última vez que comprei o fagolipo (mazindol) não era original. Cheguei a tomar quatro por dia e nada mudava”. A sibutramina ilegal que ela passa para as amigas vem do Uruguai. “Puríssima”, atesta.

Marina faz parte de um outro segmento desse mercado, é como se fosse um negócio porta a porta, só que pela internet. Diferentemente dos sites especializados, as usuárias se encontram pelas redes e trocam experiencias e demandas. Os perigos à saúde são ignorados, o que importa é ficar sem comer. (AR)

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