Eleitores de Aécio “marinaram”

iG Minas Gerais |

Desde que herdou o cargo de candidata à Presidência pelo PSB, depois da morte de Eduardo Campos, Marina Silva entrou na disputa “invadindo o terreno” do adversário Aécio Neves (PSDB). Na última pesquisa do Datafolha com Campos como candidato, em 18 de julho, o tucano tinha 20% das intenções de voto. Um mês e meio depois, em 3 de setembro, Aécio caiu para 14%.

Em julho, o tucano estava empatado tecnicamente com Dilma Rousseff (PT) no Sudeste – 28% a 27% das intenções de voto para a petista. No primeiro levantamento que considerou o nome de Marina, o tucano perdeu nove pontos percentuais, indo para 18%, e a candidata do PSB já liderava nessa região, com 37% das intenções de voto. Dilma mantém os 28%.

Aécio também perdeu terreno entre eleitores com renda familiar de cinco a dez salários mínimos. Em julho, ele batia Dilma por 32% a 27% nesse eleitorado. Com Marina, o tucano caiu para 21%, e a petista oscilou para 25%, dentro da margem de erro.

Para a cientista política Maria do Socorro Souza Braga, parte da classe média mais tradicional encontrou representatividade na candidata. “Essa classe média, que se sente desfavorecida com as políticas sociais do governo, viu, em Marina, uma terceira via”, afirma.

Outro estrato do eleitorado em que o tucano estava bem e perdeu espaço é entre os eleitores com ensino superior completo. Quando Campos era candidato e tinha 8% das intenções de voto nesse segmento, Aécio tinha 32%, e Dilma, 27%. Com a entrada de Marina no cenário, Aécio caiu para 19%, e a ex-senadora já tem 42% desse eleitorado. Dilma também caiu de lá para cá, mas está na frente do tucano também nesse recorte, com 22%. (LP)

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