Um time afinado

iG Minas Gerais |

O que mais doeu nos cruzeirenses no empate do Fluminense aos 43 minutos do segundo tempo não foi empate em si e os dois pontos a menos, mas a primeira vitória no novo Maracanã que acabava de escapar. O time comandado pelo Marcelo Oliveira se dá ao luxo de viver esta cômoda situação na classificação do campeonato em função da campanha impecável pelo segundo ano consecutivo. O Cruzeiro é caso raro no país de conseguir repetir oito titulares em dois campeonatos nacionais consecutivos, além de ter peças de reposição que não deixam a qualidade do futebol praticado cair. Só um grave acidente de percurso para impedir que o segundo título consecutivo seja conquistado nesta temporada. No Atlético, fica evidente a cada jogo que a situação poderia ser outra, positivamente, caso Levir Culpi tivesse chegado mais cedo, imediatamente à saída de Cuca no fim do ano passado. Durante o Brasileiro vai acertando o time técnica e taticamente, se virando com os desfalques, aproveitando para lançar jogadores da base de grande potencial, como o atacante Carlos e o zagueiro Jemerson, que já é uma realidade. Formou ótima dupla com o experiente Leonardo Silva, um dos jogadores mais importantes do elenco.

O Rei avô. O cantor e compositor João Bosco fez show no Projeto Matriz, em Conceição do Mato Dentro, no fim de semana, onde soube que Reinaldo, conterrâneo dele, de Ponte Nova, se tornou avô há um mês. Nasceu a Carolina, filha do Daniel, para a satisfação do eterno ídolo atleticano. O músico ligou para cumprimentar o Reinaldo, e dizer quanta falta ele faz ao futebol.

Explicações. João Bosco aproveitou para dizer a Reinaldo que ele precisa ensinar os caminhos do gol aos atuais atacantes e o considera o melhor centroavante que viu jogar. Contou que até hoje tem de explicar a flamenguistas o fato de ter usado a camisa do rival Atlético: “foi apoio à primeira campanha política dele e vesti a camisa do Rei e não do Galo”.

O que incomoda. A primeira derrota do América em casa, para o Vasco, sábado, não preocupa tanto quanto ao imbróglio jurídico envolvendo o lateral Eduardo e a possibilidade de perder de seis a 21 pontos, o que inviabilizaria a ascensão à Série A ou levaria até ao risco do rebaixamento.

Enganações. Amistosos entre seleções menos de dois meses depois da Copa são para atender empresários de jogadores e patrocinadores da Fifa e federações, com vendas e comissões que rendem. Significam muito pouco como preparação e provocam manchetes risíveis, tipo “Argentina vence revanche com a Alemanha”. Revanche? O título agora é dos “hermanos”?

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