Tratamento em casa aumenta qualidade e tempo de sobrevida

Para o médico, o carinho dos pais é insubstituível

iG Minas Gerais | Luiza Muzzi |

Além de melhorar a qualidade de vida, estar em casa possibilita às crianças que possuem doenças neuromusculares, segundo especialistas, maior sobrevida. “A literatura mostra que essas crianças vivem até 4 anos, mas temos pacientes com 12. Acredito que eles estão sobrevivendo muito em função do cuidado que recebem”, avalia o pneumologista pediátrico Alberto Vergara, médico do programa VentLar.  

Para o médico, o carinho dos pais é insubstituível. “Essas mães são lutadoras, se entregam à criança. Ir para casa é sempre festa, mas com o tempo existe um desgaste. Por isso, cada dia em casa é uma vitória”.

Apesar dos desafios, estar em casa, para as mães, é motivo de alegria. “Vir para casa, há quase quatro anos, foi a melhor coisa que aconteceu. Quando a criança fica estável, não tem por que morar no hospital”, diz a técnica em contabilidade Ana Paula Moraes, 39, mãe de Gledson, 6, que tem amiotrofia espinhal. “Em casa há humanização para a família toda. O carinho e o amor ajudam muito a gente a passar por tudo”. A família mora em Santa Luzia, na região metropolitana.

Irmã de Gledson, Bruna Martins, 18, conta que, com tanta luta, aprendeu a dar mais valor à vida. “No hospital, a gente vê muitas mães que abandonam os filhos. Mas minha mãe é guerreira, se entrega totalmente ao Gledson”.

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