Cidades-sede em expansão

Para o ano que vem, a ideia do diretor teatral é estrear primeiramente o musical “Pippin”, sucesso da Broadway, em Curitiba, e tentar trazer outra atração para a capital mineira

iG Minas Gerais |

Se por um lado os musicais no Brasil vivem um aquecimento ímpar de mercado, o financiamento de grandes produções ainda é um problema. Com valores que podem variar de R$ 1 milhão até R$ 9 milhões, caso dos custos de “Tim Maia – Vale Tudo, O Musical”, o mais caro do país até hoje, as encenações dependem das Leis Municipais e Estaduais de Incentivo à Cultural e da Lei Rouanet. Esta última banca mais de 50% dos projetos no país atualmente, segundo o governo federal.  

“No Rio e em São Paulo, as leis funcionam um pouco melhor. Em Minas, o teto da Lei de Incentivo é de R$ 500 mil, o que dificulta uma grande produção local”, diz Fernando Bustamante, diretor do Centro de Atividades Musicais e Artísticas (Coma).

Mesmo assim, a dupla de diretores teatrais Charles Möeller e Claudio Botelho pretende colocar justamente Belo Horizonte e Curitiba no hall de cidades consideradas sedes para estreias de musicais – hoje, centralizadas no eixo Rio-São Paulo. “Isso é importante porque o musical leva a marca da cidade para outros lugares. Além do mais, não vamos precisar levar parte de cenários ou metade do elenco para cidades importantíssimas, será tudo completo. E os atores também fidelizam público e fazem carreira atuando em mais locais”, diz Claudio Botelho.

Para o ano que vem, a ideia do diretor teatral é estrear primeiramente o musical “Pippin”, sucesso da Broadway, em Curitiba, e tentar trazer outra atração para a capital mineira. “Como os musicais têm um tempo médio de preparação e ensaio entre cinco meses e dois anos, seria possível a gente expandir para mais cidades-sede ainda em um futuro, criando novos polos de produção nas próprias cidades, em vez de restringir ao Rio de Janeiro e a São Paulo”, disse.

100 pessoas, em média, participam de um grande musical

R$ 9 mi é o custo do musical mais caro feito no Brasil até hoje

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