Goles direto da fábrica

Da tradicional cidade de Blumenau, passando pelo Estado do Paraná, tour cervejeiro chega ao interior paulista

iG Minas Gerais | Marcio Beck |

Participantes do Beer Train, organizado pela Bodebrown, na viagem entre Curitiba e Morretes
Denis Ferreira Netto/divulgação
Participantes do Beer Train, organizado pela Bodebrown, na viagem entre Curitiba e Morretes

Diz o mais popular dos ditados cervejeiros que “a melhor cerveja é aquela que se bebe olhando para a chaminé da fábrica”. A época em que havia pouca distinção entre o lugar de produzir e o de consumir está voltando, graças à recente onda de cervejarias artesanais. Muitas delas têm o próprio “bar da fábrica”, onde se degusta a bebida com o máximo de frescor. Alguns bares especializados em cervejas de diversos estilos e nacionalidades também são atrações à parte.

Pela tradição, Blumenau, em Santa Catarina, é a primeira parada obrigatória de qualquer roteiro nacional de cerveja que se preze – principalmente para os que gostam da escola alemã. Além de abrigar a tradicional Oktoberfest, a cidade é sede da Eisenbahn, um dos maiores casos de sucesso no mercado nacional, comprada pela antiga Schincariol (atual Kirin Brasil) em 2008. A visita dura cerca de 40 minutos, para grupos de até 20 pessoas. A Vila Germânica, onde ocorre a Oktoberfest e, em março, o Festival Brasileiro da Cerveja, integra o roteiro, assim como o museu da Cerveja – reúne antigos equipamentos, imagens e outros apetrechos relacionados à fabricação da bebida, alguns centenários – e a cervejaria Bierland. O restaurante Bier Vila oferece variadas harmonizações. Curitiba

O que falta em tradição, os cervejeiros do Paraná compensam com inovação. Poucas cidades sintetizam tão bem o espírito da “revolução cervejeira” quanto Curitiba. Lá estão algumas das mais criativas bebidas da nova geração.

A Bodebrown, dos irmãos Samuel e Paulo Cavalcanti, além de cervejaria, oferece cursos, atividades de fim de semana e até uma viagem de trem entre Curitiba e Morretes regada a cerveja artesanal, o Beer Train, quatro vezes ao ano.Nos bares especializados da cidade, como Barbarium e Hop n’Roll, é possível encontrar ainda exemplares de outros microlocais, como a DUM e a Morada Companhia Etílica. Já em São José dos Pinhais fica a não menos inspirada Way Beer. São Paulo

Em Ribeirão Preto, cuja tradição cervejeira começou com a gigante Antarctica, ficou nas mãos das artesanais. A principal é a Colorado, que incorpora ingredientes brasileiros às receitas, enquanto a Invicta produz versões clássicas – no ano passado, lançou a 1000 IBU. A pequena cidade de Votorantim se transformou, com a cervejaria Bamberg – dedicada aos estilos de origem alemã –, de Alexandre Bazzo, na versão nacional da Francônia (região da Alemanha).

 

Rio de Janeiro

Região serrana atrai cervejeiros

No Rio de Janeiro, a produção cervejeira concentra-se na Região Serrana, inclusive no que diz respeito ao turismo cervejeiro. A antiga fábrica da Bohemia já é o segundo ponto turístico mais visitado de Petrópolis. Seu museu interativo conta a história da bebida e da marca e está aberto de quarta a domingo (R$ 24, bohemia.com.br). Nas próximas duas quartas-feiras a visitação será gratuita.

Em Teresópolis, a artesanal Sankt Gallen abre sua imponente vila para visitação, com direito a degustação. A apresentação do cervejeiro Gabriel Di Martino é uma ótima introdução ao universo da bebida. O Beer Tour acontece nas tardes de sábado e domingo custa R$ 40 por pessoa e deve ser reservado com antecedência (vilastgallen.com.br). Em Friburgo, o bar da Ranz Bier vale a visita ao distrito de Lumiar. Volta Redonda é casa da veterana Mistura Clássica. É possível provar a bebida diretamente da fonte no pub montado na fábrica. Saiba mais em: misturaclassica.com.br).

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