Bronca de Lula foi “injeção de ânimo”, diz Padilha

Em terceiro nas pesquisas, petista ouviu de ex-presidente que precisa polarizar disputa com tucano

iG Minas Gerais |

Alexandre Padilha minimizou a rejeição que o PT sofre no interior
Paulo Pinto/ Analítica / Divulgação
Alexandre Padilha minimizou a rejeição que o PT sofre no interior

SÃO PAULO. O candidato do PT ao Palácio dos Bandeirantes, Alexandre Padilha, minimizou neste sábado a bronca que o ex-presidente Lula distribuiu ao PT de São Paulo por seu fraco desempenho nas pesquisas de intenção de votos e pela presidente Dilma Rousseff ocupar a segunda colocação no Estado, atrás da presidenciável Marina Silva (PSB).

Segundo Padilha, a movimentação de Lula foi para dar um novo fôlego para a militância petista. “Foi uma injeção de ânimo”, disse.

O candidato desconversou sobre a fala do ex-presidente Lula a aliados de que o PT deveria fazer a campanha que o candidato do PMDB, Paulo Skaf, tem feito, protagonizando a polarização com o governador Geraldo Alckmin (PSDB).

“Aprendi a só acreditar naquilo que o presidente Lula me fala diretamente, não vou nem ouvir qualquer outra pessoa que faça um comentário da fala do presidente Lula. Ele falou em um evento aberto que acredita na campanha na rua, que agora chegou a hora, disse.

O petista também minimizou a rejeição que o PT sofre no interior, principalmente nas pequenas cidades. Segundo ele, as políticas para o interior, vão ficar mais conhecidas a partir do agora, o que vai levar a sua candidatura para o segundo turno.

Para uma plateia de militantes, Lula distribuiu cobranças aos petistas das campanhas de Padilha e de Dilma. O ex-presidente apontou erros, como o tom da propaganda de Dilma na televisão sem discutir política e apresentando obras, Lula disse que é “inacreditável” que Dilma esteja perdendo para Marina e que Padilha tenha menos votos do que o partido tradicionalmente alcança no Estado.

O ex-presidente apontou ainda que estranha que o PT tenha demorado a reagir à rejeição local. “Não é possível que a Dilma tenha 23% em São Paulo. Cadê o PT?, questionou. Lula cobrou ataques de Padilha aos adversários. “A gente tem que dar umas cutucadas nas pessoas”, disse.

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