Brasileiros ficam entre os últimos no mountain bike

No masculino, o melhor do País foi 67º colocado, e entre as mulheres, Raiza Goulão terminou na 37ª posição

iG Minas Gerais | AGÊNCIA ESTADO |

O Brasil não teve bom desempenho no Mundial de Mountain Bike, realizado na cidade de Hafjell, na Noruega. Neste sábado foram realizadas as provas de cross country (olímpicas) na categoria adulta. No masculino, o melhor do País foi 67º colocado, duas voltas atrás do campeão. Entre as mulheres, Raiza Goulão terminou na 37ª posição.

"Estou muito feliz com este resultado. Minha meta era estar entre as 30 melhores. Mas, confesso que concluir a prova e ser a melhor brasileira logo no meu primeiro ano de elite, após três participações como sub-23, é um feito e tanto", comemorou Raiza, que está na primeira temporada no adulto depois de relativo sucesso no sub-23.

A equipe brasileira ainda teve Isabella Lacerda na 51ª colocação e Erika Gramiscelli no 55º lugar. Por países, o Brasil foi 17º, resultado que pouco ajuda o País a conseguir uma segunda vaga nos Jogos do Rio - por sediar a competição, o Brasil tem direito a uma vaga e, se quiser outra, precisa obtê-la pelo ranking mundial por nações.

"O meu foco é para somar cada vez mais pontos, atrás da sonhada vaga nos Jogos Olímpicos, ainda mais porque será em casa. Se chegar ao Rio/2016, quero representar bem o País com uma boa colocação", completou Raiza.

MASCULINO - Entre os homens, um Mundial para se esquecer. Henrique Avancini chegou à competição como 20º do mundo, mas teve um pneu furado logo após o posto de apoio. Por isso, teve que pedalar quase toda uma volta com o pneu murcho. Nesse meio tempo, segundo relatou no Facebook, o pneu saiu do aro.

Quando parou para consertar, recebeu o apoio do companheiro de equipe Sherman Trezza, que ofereceu sua roda. Avancini recusou e continuou na prova só até conseguir completar o número mínimo de voltas. Acabou terminando na 95.ª e última colocação.

O melhor brasileiro foi veterano Ricardo Pscheidt (67.º), seguido de Rubens Valeriano (79.º) e Sherman (84.º). Por países, o Brasil foi apenas o 22.º colocado. No ranking, como comparação é 12.º. A vaga extra no Rio será dada até o 13.º melhor país do ranking em maio de 2016.

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