Dilma controlou Petrobras com 'mão de ferro', afirma Aécio

Na linha da mensagem em vídeo divulgada pela manhã, Aécio classificou o caso como "mensalão dois

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Brasil 'não tem mais' ministro da Fazenda, afirma Aécio
PSDB/DIVULGAçãO
Brasil 'não tem mais' ministro da Fazenda, afirma Aécio

O candidato à Presidência Aécio Neves (PSDB) procurou neste sábado (6) associar a presidente Dilma Rousseff e o governo federal às denúncias de corrupção na Petrobras feitas pelo ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa.

Na linha da mensagem em vídeo divulgada pela manhã, Aécio, em visita a Presidente Prudente (a 558 km de São Paulo), classificou o caso como "mensalão dois". Citou que Costa, que está preso desde junho e denunciou políticos que teriam se beneficiado do suposto esquema, foi "indicado no passado pelo PT e mantido no cargo pela atual presidente".

"Não podemos agora tapar o sol com a peneira. A atual presidente da República controlou com mão de ferro essa empresa ao longo de todos os últimos 12 anos, como ministra de Minas e Energia e presidente do seu conselho [da Petrobras], depois como ministra-chefe da Casa Civil e ainda presidente do conselho, e depois como presidente da República", afirmou o tucano ao desembarcar no interior paulista com o governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) e o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), vice em sua chapa.

Aécio disse que as denúncias de Costa, que acertou regime de delação premiada (quando recebe benefícios na acusação em troca de informações úteis à investigação), expõem "algo absolutamente vergonhoso". "E só existe um instrumento à disposição dos brasileiros para limparmos a vida publica do país, o voto", completou.

O depoimento de Costa incluiu uma longa lista com nomes de vários políticos, entre senadores, deputados federais, governadores e até mesmo o ministro Edison Lobão (Minas e Energia), os líderes do Congresso e o ex-governador Eduardo Campos entre os que recebiam uma comissão de 3% sobre contratos fechados pela estatal. Os nomes foram divulgados neste sábado (6) pela revista "Veja", sem apresentar documentos e valores.

Questionado sobre nomes de políticos citados por Costa como envolvidos no suposto esquema, Aécio disse desconhecer detalhes da investigação e que, por isso, é preciso ter cautela em acusações nominais. "É preciso que todos que todos que tenham responsabilidade sejam gravemente punidos." O tucano afirmou ainda que o caso mostra que "durante os últimos nove anos o mensalão continua a existir nesse governo". "Agora financiado pela nossa principal empresa, a Petrobras."

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