Presidente nega equiparação

A presidente defendeu a política de reajuste dos combustíveis dizendo que, ao atrelá-la à variação de preços local, beneficia os consumidores do país

iG Minas Gerais |

ESTEIO (RS). A presidente da República, Dilma Rousseff (PT), rejeitou a ideia de equiparar o reajuste da gasolina aos preços praticados no mercado internacional. Em entrevista nesta sexta, na região metropolitana de Porto Alegre, ela afirmou que não é possível querer que o Brasil pegue um preço composto com base nos custos nacionais e o associe a um mercado internacional.  

“Dizem que eu manipulo os preços, que eu não dou reajuste para a gasolina. No meu período de governo, tivemos 31% de reajuste (na refinaria). Isso quer dizer que se comportou um pouco acima da taxa do IPCA. Eles dizem que eu deveria reajustar atrelando o petróleo produzido no Brasil ao preço internacional, e não à taxa de inflação. Dizem também que os preços administrados estão contidos, o que é um absurdo”, criticou.

A presidente defendeu a política de reajuste dos combustíveis dizendo que, ao atrelá-la à variação de preços local, beneficia os consumidores do país. Também defendeu que o preço, dessa forma, fica menos suscetível a questão geopolíticas. E sinalizou, ao contrário do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que não deve alterar a sistemática. De acordo com a política de reajuste de combustíveis do governo, está previsto o aumento do preço da gasolina em novembro. O último reajuste aconteceu em novembro de 2013.

“Não é possível querer que o Brasil pegue todo o seu petróleo, produzido aqui, com custo brasileiro, e o coloque ‘linkado’ a um preço internacional. Eu acho que não comporta”, disse. A presidente negou ainda que haverá um aumento no preço da energia após as eleições. “Incorreto. Não é assim que funciona”, reclamou.

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