Os reis do camarão

iG Minas Gerais |

Pouca gente sabe, mas a palavra “potiguar” – que designa os nascidos no Rio Grande do Norte – significa “comer camarão” em tupi. E no Estado que é o maior produtor de camarão do Brasil não é apenas figura de linguagem. Para quem adora, há camarões por toda parte, graúdos, em porções generosas e a preços muito bons.

Obviamente, o camarão é o rei da cena gastronômica em Natal. Pode inclusive parecer redundância um restaurante se chamar Camarões – é o preferido dos turistas, www.camaroes.com.br –, mas ele faz jus ao nome simples, direto e objetivo, servindo a especialidade à moda antiga, sem nenhuma pretensão gourmet (empanado e recheado com catupiry, molhos como tártaro e rosé, batata e arroz). Outro sucesso é o restaurante Camarão Potiguar – com destaque para o seu frutos do mar ao azeite de ervas.

Como não só de camarão vive a cozinha nordestina, tem ingredientes e receitas que combinam farinha e manteiga de garrafa, como o cremoso arroz de leite e o feijão-verde com carne de sol. Carneiro, cabrito e galinha caipira estão pela cidade com boas releituras locais.

O restaurante Paçoca de Pilão (destaque para a carne de sol feita na nata) é um exemplo, pautando sua identidade no preparo da carne manualmente no pilão misturada com manteiga de garrafa, farinha e cebola roxa, antes de ser cozida e servida com macaxeira, banana, feijão-verde e arroz de leite.

No Tábua de Carne, a carne de sol é destaque, com direito a rodízio na matriz – no bairro Capim Macio, na filial na Vila Costeira, o serviço é à la carte. Pouco comuns no Sudeste, pratos com caranguejo são frequentes na cidade, privilegiando a correta simplicidade no preparo, como o simples com água e sal e outros com apenas um tipo de molho.

Enquanto o descolado Manary está na linha charmoso, badalado e variado, muitos dos melhores e mais famosos restaurantes em Natal estão na dobradinha Ponta Negra-Shopping Midway Mall – com unidades nos dois pontos – como o Piazzale Itália, o restaurante italiano reconhecido como um dos melhores da cidade.

Para quem vem de fora é imperdível a experiência de uma tapiocaria. A Casa de Taipa agrada em cheio aos aficionados com 40 opções de sabores e recheios, além do famoso cuscuz. Luxúria gastronômica do Nordeste.

Receita

FILÉ-MIGNON, CRÔUTE DE QUEIJO CANASTRA CURADO E ARROZ DE BANANA

Preparo da crôute. Em uma vasilha pequena, misture 3/4 de xícara de farinha de pão, 2 dentes de alho picados, 6 colheres (sopa) de queijo canastra ralado, 2 colheres (sopa) de queijo grana padano e 2 colheres (sopa) de manteiga sem sal. Reserve.

Preparo do arroz de banana. Fatie bananas-caturras maduras e corte-as em cubos grandes. Aqueça 2 colheres (sopa) de óleo de milho em uma frigideira e frite as fatias de banana dos dois lados. Tempere-as com sal e pimenta-do-reino. Aqueça 1 e 1/2 xícara de arroz branco cozido mesma frigideira, misture as bananas, verifique os temperos e sirva quente.

Preparo do filé. Preaqueça o forno elétrico ou a gás com a resistência superior ligada na temperatura máxima. Tempere 800 g de filé-mignon cortados em 4 porções de 200 g cada com sal e pimenta-do-reino. Aqueça 2 colheres (sopa) de óleo de milho em uma frigideira e doure bem as porções de filé, um lado de cada vez. Retire os filés do fogo, coloque a mistura da crôute por cima e leve ao forno por cerca de 1 a 2 minutos, até a cobertura estar bem dourada. Retire do forno e sirva com o arroz de banana.

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