A mãe, o povo e os poemobjetos em foco

Mostras “A Mãe e a Espiritualidade”, “O Povo de Contagem”, e “Desambientes – Poemobjetos” são destaques

iG Minas Gerais |

Vitória. 

Da esquerda para a direita, 

Fernando Perdigão, Daniela Gracieri, Lucas Augusto e Ailson Geraldo
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Vitória. Da esquerda para a direita, Fernando Perdigão, Daniela Gracieri, Lucas Augusto e Ailson Geraldo

Neste mês de setembro o Projeto Tudoaver traz novamente três exposições para a cidade. A primeira, em cartaz na praça central do Big Shopping são as fotografias do Revelando Contagem. A segunda, intitulada “Desambientes – Poemobjetos” está montada na galeria da Casa Amarela do Centro Cultural. Já a terceira, “Mãe Nossa”, está na galeria da prefeitura.

A mostra do concurso Revelando Contagem, no Big Shopping, reúne as 22 fotografias selecionadas na sexta edição da competição. O tema deste ano foi “Essa gente de Contagem” e a comissão julgadora avaliou 151 fotografias.

A artista Daniela Gracieri, vencedora do segundo lugar, contou que retratar o povo da cidade é reconhecer a sua importância. “Falar de Contagem me emociona e me faz ser verdadeira sempre. Tenho uma identidade muito forte com a cidade. Nasci praticamente onde hoje é a biblioteca do município e aos 4 anos me mudei para a casa ao lado, na rua Francisco Sales. Na adolescência me mudei do Centro, mas retornei às ‘casinhas coloridas’ aos 15 anos para fazer teatro. Dessa forma, retratar o povo é retratar minha história, é reconhecer e fazer reconhecida a participação na história da cidade. Por isso, escolhi fazer uma foto que expressa essa ligação tão intensa com a família e o espaço patrimonial. Resgato uma foto de família, de 1988, tirada por minha mãe Regina Célia, e coloco o objeto histórico, a sua história, em seu lugar de origem”, afirma.

Os outros vencedores foram Lucas Augusto Campos Magalhães (1°), e Ailson Geraldo Leite (3°).

Já a mostra “Desambientes – Poemobjetos”, na galeria do Centro Cultural, de autoria do artista visual Mário Alex Rosa, reúne uma série de objetos na qual ele articula a linguagem plástica e a visualidade poética. Os trabalhos brincam com referenciais plurais, tanto da história da arte (os ready mades de Marcel Duchamp e as narrativas visuais de Joseph Beuys) como da poesia (a escrita híbrida e brincante do catalão Joan Brossa).

A terceira mostra “Mãe Nossa”, que está na galeria da prefeitura, da artista Gisele Moura apresenta telas em acrílico inéditas, pintadas nos últimos dois anos. A exposição foi inspirada no livro “A Mãe e a Espiritualidade”, de Gnwenael Verez, editado na França em 1995. Segundo a artista, é uma homenagem à Mãe, e a todas as forças que movem em sua direção.

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