Terror com o nome dos rivais

Ministros se licenciam do governo para participar da coordenação e socorrer Dilma na campanha

iG Minas Gerais |

Visual. Bairro visitado por Dilma em Fortaleza passou por limpeza caprichada horas antes do evento
Ichiro Guerra/PT - divulgação
Visual. Bairro visitado por Dilma em Fortaleza passou por limpeza caprichada horas antes do evento

Fortaleza. Em evento no Ceará ontem, a presidente Dilma Rousseff (PT) disse que os seus adversários querem acabar com o programa Minha Casa, Minha Vida. Segundo Dilma, tanto Marina Silva (PSB) quanto Aécio Neves (PSDB) são contra o subsídio dos bancos públicos e querem praticar tudo “a preço de mercado”.  

As declarações da petista foram dadas durante visita ao condomínio Cidade Jardim, construído pelo programa de habitação do governo federal. Dilma visitou duas famílias e gravou programas para ir ao ar no horário eleitoral.

“O que me preocupa nesta campanha eleitoral é a questão da habitação. Tem prevalecido a visão que o subsídio do governo é mau e que tudo tem que ser praticado a preço de mercado. Quem é contra os subsídios – como é o caso dos dois candidatos que são contra –, na prática, é contra o programa”, disse a presidente.

“Querem acabar com o programa. Mesmo que digam que vão reduzir os subsídios gradualmente. Porque ou tem aplicação dos bancos públicos ou não há programa de habitação. Não há como fazer caber nas condições de mercado a casa própria para as pessoas dessa faixa de renda”, completou.

Reforço. Os ministros Ricardo Berzoini (Relações Institucionais), Gilberto Carvalho (Secretaria Geral) e Miguel Rossetto (Desenvolvimento Agrário) vão se afastar do governo para trabalhar na coordenação da campanha de Dilma Rousseff. A ideia é que eles se afastem progressivamente, por meio de licença ou férias a partir de semana que vem.

O reforço na campanha ocorre após as últimas pesquisas de intenção de voto mostrarem Marina Silva ameaçando a reeleição da presidente Dilma.

Integrantes da campanha disseram ao jornal “Folha de S.Paulo” que eles não devem receber durante o período por se tratar de um trabalho de militância.

A ideia é que Carvalho faça a interlocução com os movimentos sociais. A proposta havia sido discutida no começo da campanha, mas o ministro não queria sair do governo. Agora, com o acirramento da disputa eleitoral com Marina Silva, a presidente e o comitê eleitoral estão preocupados em angariar votos nos nichos simpáticos à ex-senadora, como a juventude e os próprios movimentos sociais.

Já o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, está em férias desde quarta-feira. Com a licença, o ministro fica liberado para atuar nas campanhas da sua mulher Gleisi Hoffmann, ao governo do Paraná, e de Dilma.

Emocional

Foco. Petistas e integrantes da base governista reclamam que está faltando emoção na campanha petista. “O debate não está mais no administrativo, está no emocional”, disse peemedebista.

Saída de Mantega já é sinalizada Fortaleza. Um dia após ter indicado mudanças na equipe e nas políticas de governo num eventual segundo mandato, a presidente Dilma Rousseff sinalizou, ontem, a saída do ministro Guido Mantega (Fazenda) em caso de sua reeleição. Em entrevista em Fortaleza, Dilma foi questionada sobre o futuro de Mantega, caso vença as eleições. “Eu não falo isso (nomes da equipe) sabe por que? Por que dá azar falar de uma coisa que ainda não ocorreu. Mas é governo novo, equipe nova. Não tenha dúvida”,respondeu.

Opiniões Queda. Após sofrer uma queda durante evento de campanha do PT em Salvador, Lula sugeriu que poderá voltar a disputar as eleições presidenciais em 2018. Objetivo. Segundo Lula, a volta é para impedir que “aqueles que não fizeram nada em 500 anos voltem para tentar governar”. Temer. Para o vice-presidente Michel Temer (PMDB), Marina Silva não deve ser atacada pelos rivais. “A desconstrução eventual dela poderá ser feita por outras pessoas, pelas circunstâncias. As circunstâncias vão mostrando o que é melhor para o país”, disse. Tática. Segundo Temer, a campanha petista deveria ressaltar as “qualidades” de Dilma Rousseff.

Bolsa de Valores Humor. O principal índice da Bolsa fechou ontem em queda, com investidores digerindo os resultados das pesquisas Ibope e Datafolha, que mostraram recuperação da presidente Dilma. Queda. O Ibovespa teve desvalorização de 1,68%. Foi o pior desempenho diário do índice desde 31 de julho deste ano, quando caiu 1,84%. Análise. “Os ataques recentes da campanha petista a Marina podem estar refletidos nos resultados desses levantamentos”, diz Julio Hegedus, economista chefe da consultoria Lopes Filho.

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