Reitor da Universidade de Uberaba é condenado a nove anos de prisão

Márcio Palmeiro foi condenado pelos crimes de falsidade ideológica e redução à condição de trabalho escravo; além de ficar recluso, réu terá que pagar mais de R$ 8 milhões de multa

iG Minas Gerais | Aline Diniz |

O reitor na Universidade de Uberaba (Uniube), Márcio Palmeiro, foi condenado a nove anos de prisão e pagamento de mais de R$ 8 milhões de multa pelos crimes de falsidade ideológica e redução à condição de trabalho escravo. A decisão foi tomada pela juíza substituta Maria Elisa Andrade, em Goiânia, no dia 13 de agosto.

Segundo a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), o dono de empresas de florestamento, reflorestamento, extração, industrialização, comércio e exportação de produtos e subprodutos de madeira no município de Catalão – localizada a 255 km de Goiânia – providenciou a constituição de empresas no nome dos funcionários. Assim, pessoas eram contratadas como autônomas e não tinham direitos trabalhistas. Ao todo, foram criadas 20 companhias.

Em 2006, ainda conforme o MPF, Palmeiro reduziu 118 empregados à condição análoga à escravidão. Eles foram alojados em moradias precárias, sem chuveiro, água encanada e instalação sanitária. Para chegar ao local de trabalho, eles precisavam ir a pé ou na caçamba de um caminhão.

Para chegar ao local onde cortavam e empilhavam madeira, os trabalhadores precisavam percorrer distancias entre 7 e 10 quilômetros a pé ou na caçamba de um caminhão. No trabalho não era fornecida água ou equipamentos de proteção individual.

Resposta

Reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da Uniube. Foi informado que o reitor não vai comentar a decisão porque ela cabe recurso. Não há a necessidade de afastamento e os advogados estão cuidando da questão. O defensor de Palmeiro não foi encontrado para prestar esclarecimentos.

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