Representante de Dilma diz que é preciso ter mais bancos públicos

Para economista Marcio Pochmann (PT), Estados e prefeituras precisam voltar a contar com instituições financeiras sob seu controle

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

 O economista Marcio Pochmann (PT), um dos representantes da campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff, afirmou nesta quinta-feira (4) que o Brasil precisa aumentar o número de bancos públicos. Ele afirmou, por exemplo, que Estados e prefeituras precisam voltar a contar com instituições financeiras sob seu controle.

"Entendo que os bancos públicos devem ser ampliados inclusive na sua quantidade. Os governadores tinham um papel na política monetária pré reforma dos anos 90. As prefeituras perderam a autonomia", afirmou.

Pochmann participou como representante de Dilma em evento da Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (ANABB), sobre estratégias para o futuro da instituição financeira.

Névoa

Ao falar sobre a situação atual da economia, Pochmann afirmou que há "uma forte névoa que vem alienando profundamente a capacidade de grande parte dos analistas, dos estudiosos, dos comentaristas, sobre a questão econômica no Brasil."

"Essa alienação nos impede de ver o que está acontecendo de fato no Brasil", afirmou. "A imprensa e os leitores do Brasil estão envolvidos nessa névoa que permite alienação generalizada."

Para o petista, o Brasil vive "o terceiro momento singular de sua história". Os outros foram a abolição dos escravos e a Era Vargas. Afirmou, entretanto, que é necessário fazer reformas para que o governo possa ter maioria no Congresso para poder avançar em suas políticas.

"Um país que tem 40 mil proprietários rurais que dominam 50% da terra agriculturáveis e vão eleger 180 de seus representantes. Isso gera um desbalanço no quadro eleitoral", afirmou. "Não é possível que um país eleja sua presidenta e que a base que elegeu esse presidente não tenha maioria no Congresso."

Para o economista, o Brasil precisa perder o medo de fazer essas reformas. "Só um elemento nos impede de dar esse salto protagonizador. É o medo. Somente o medo pode nos impedir de dar um passo mais ousado. O medo de construir o ousado, o novo."

Ele propôs uma assembleia constituinte exclusiva para aprovar essas mudanças.

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