Aposta na versatilidade

Pensar em elementos que podem ser reutilizados garante customização do projeto

iG Minas Gerais | Juliana Siqueira |

Criativo. Quarto do Bebê, assinado por Juliana e Alessandra Fantoni na Morar Mais por Menos
Gustavo Xavier/ Divulgação
Criativo. Quarto do Bebê, assinado por Juliana e Alessandra Fantoni na Morar Mais por Menos
Aos poucos, as fotos do bebê vão sendo modificadas para imagens mais recentes, da criança em seus momentos especiais. Os personagens escolhidos a dedo dão lugar a outros, como os heróis preferidos do pequeno. A personalidade da criança começa a ser um dos elementos que contribuem para a escolha da decoração. O quartinho do bebê pode evidenciar bastante essa mudança de fase, sem deixar de ser aconchegante, versátil e bonito.   “O quarto vai se tornando o nosso mundo colorido a partir da infância. É o nosso refúgio. Por isso, é importante pensar nele como um espaço lúdico, sem destoar do propósito principal, que é o descanso. Atrelar o sono ao encanto é primordial”, afirma a designer de interiores Cléa Filgueiras.   Modificações O mobiliário é um dos primeiros elementos pensados na hora de fazer a modificação do quarto. Além da transformação do berço em um sofá, conforme sugere a designer Cris Atheniense, diversas alternativas para atualizar o cenário podem e devem ser criadas. “Pode-se conseguir repaginar os móveis utilizando a laminação, o laqueamento, trocando possíveis puxadores e até mesmo a sua função”, frisa ela.   As cores do quarto também podem ser aproveitadas, mas, de acordo com Cris, é necessário um cuidado especial. “É interessante marcar a mudança de fase. Podemos manter a cor das paredes e aplicar alguns detalhes customizados, dando um charme ao ambiente, ou um papel de parede localizado em ponto especifico, dando requinte e aconchego”, diz ela, que completa que é preciso evitar cores fortes, pois elas acabam por atrapalhar o sono e a concentração da criança.   Funcionalidade Não é só a beleza que deve falar mais alto quando o assunto é a decoração do quarto dos pequenos. As transformações ocorrem de todos os lados, até mesmo nos brinquedos. Se eles já não correspondem à idade da criança, nada de deixá-los espalhados pelo quarto. Isso contribuirá não somente para a decoração, mas até mesmo para novas descobertas.   “Se os brinquedos forem lúdicos, independentemente da idade, eles devem permanecer. Mas, se forem com marcação etária, devem ser doados a fim de que a criança use a curiosidade em novos objetos”, pondera Cléa.