Ritmo da economia não gera mais dinamismo no emprego, diz CNI

O nível de emprego apresentou o quinto mês consecutivo de queda. A massa salarial real paga pela indústria ao trabalhadores também pontuou a quinta queda seguida

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

O quadro de estagnação na economia e as projeções pessimistas de crescimento do PIB em 2014 não devem assegurar uma retomada nas contratações pelo setor industrial neste ano. A estimativa é do gerente-executivo de política econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flávio Castelo Branco. "O ritmo de crescimento não gera mais dinamismo no nível de emprego na indústria", afirmou.

A CNI divulgou, nesta quinta-feira (4), os indicadores do setor produtivo referentes a julho. O nível de emprego apresentou o quinto mês consecutivo de queda. A massa salarial real paga pela indústria ao trabalhadores também pontuou a quinta queda seguida.

Embora tenha havido melhora em relação a junho, de acordo com Castelo Branco, o crescimento em itens como faturamento real das empresas, horas trabalhadas e nível de capacidade foram uma recuperação natural de variáveis após queda causada pelo ritmo lento da atividade industrial no mês da Copa.

O gerente da CNI avaliou que o ciclo de alta nos juros, agora estabilizado com a Selic em 11%, juntamente com incertezas em relação à economia diante da disputa pelo Palácio do Planalto e a estiagem, que afeta o desempenho do setor elétrico, "está minando a confiança dos empresários em relação a investimentos". "Mantido o nível atual, o setor (industrial) vai apresentar retração em 2014", afirmou.

A CNI ampliou a queda prevista para a indústria de transformação de 1% para 2,5%. Para o PIB industrial geral, a confederação elevou a estimativa de retração de 0,5% para 1,7% em 2014.

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