Tempos de bons exemplos!

iG Minas Gerais |

1) Ronaldinho Gaúcho não quer mais saber de futebol em termos profissionais: deu bolo no jogo de despedida de Deco na cidade do Porto, entre o Porto de 2004 e o Barcelona de 2006, com a presença de Lionel Messi e outras estrelas, no dia 24 de julho. Esnobou convite do papa Francisco para participar do jogo da Paz, em Roma, na última segunda-feira, no qual até o marrento dos marrentos, Maradona, jogou os 90 minutos. 2) Continua a “renovação” no futebol brasileiro: depois da convocação de Robinho para a seleção de Dunga, Dorival Júnior retornou ao comando técnico do Palmeiras. 3) O governo federal gastou um bom dinheiro em marketing para tentar provar à população que a Copa deixaria muitos “legados”. Aí surge o ministro da Fazenda, Guido Mantega, dizendo que a recessão econômica verificada no último trimestre foi “por causa da menor quantidade de dias úteis na primeira metade do ano, devido à realização da Copa do Mundo”. 4) Alguns companheiros da imprensa esportiva estão reclamando que o esporte não esteja na pauta de nenhum dos candidatos à Presidência da República neste ano. Em se tratando de política brasileira, não vejo nada de anormal nisso, já que, por mais que falem, nenhum candidato cumpre o que promete para o esporte, a educação e a saúde. Com e sem risco O time B do Cruzeiro é melhor que alguns completos que disputam a Série A do Brasileiro. Por isso seria inimaginável que o Santa Rita-AL o eliminasse no jogo de volta da Copa do Brasil, ontem. Quem terá de correr muito nesta noite é o Galo, contra um Palmeiras mordido, além de motivado pela troca de técnico, quando todo jogador que mostrar serviço. Grêmio injustiçado Uma punição absurda, endereçada ao alvo errado. Os racistas identificados é que deveriam ser punidos. Punir a instituição não atinge os responsáveis pelas agressões. O mesmo vale para os marginais que infestam as torcidas. Aprontam, mas os clubes é que são obrigados a jogar de portões fechados ou em estádios neutros. Isso só incentiva outras ações marginais. Mas este é o Brasil! Alvos corretos A imprensa gaúcha conta que a mulher flagrada chamando o goleiro Aranha de “macaco” está passando horrores em Porto Alegre, junto com a família dela. Perdeu o emprego, teve a casa dos pais apedrejada e tem sido xingada por onde passa. Só lamento que os três ou quatro racistas que estavam ao lado dela gesticulando feito macacos não estejam enfrentando a mesma situação! Essa notícia precisa chegar com intensidade a todo o país, especialmente para aquelas pessoas que pensam em cometer atos de racismo.

Impunidade oficial [/INTER]Infelizmente a única punição que esse tipo de gente sofre no Brasil é a execração pública, já que a Justiça é sempre branda e ineficaz nesses casos. Punir o clube não resolve o problema nem intimida futuros racistas, já que não estão nem aí se a agremiação for punida ou não. Punição que tem efeito é a que atinge diretamente o indivíduo, com restrição de liberdade, para que o exemplo intimide outros.

É só chorar O perigo é Aranha ficar com pena da moça e dar uma entrevista coletiva dizendo que a perdoa. Coisa bem típica nesses casos em nosso país, principalmente se a moça der uma entrevista com lágrimas nos olhos, dizendo que está arrependida.

Lamentável O técnico argentino Ricardo Gareca caiu depois de oito derrotas, quatro vitórias e um empate no comando do Palmeiras. Uma pena, pois o futebol brasileiro precisava que um treinador estrangeiro tivesse sucesso por aqui para acabar com o rodízio viciado dos mesmos anacrônicos que pararam no tempo e ficam pulando de clube em clube. Os integrantes desse grupo, muito forte, diga-se, estão felizes. Secaram bastante o argentino.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave