“Nova aventura não faria bem”

Nunca participei de governo do PT, nunca fui filiado ao PT”, afirmou

iG Minas Gerais |

São Paulo. Ameaçado de ficar fora de um eventual segundo turno nas eleições, o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, comparou suas principais oponentes e disse que, se eleita, Marina Silva (PSB) será, assim como Dilma Rousseff (PT), a “incerteza” de uma “aventura”. Os termos são os mesmos usados na propaganda de rádio do PT para criticar a socialista.  

Segundo o tucano, “o Brasil não aguenta mais uma nova aventura, uma incerteza no seu horizonte”.

“O Brasil viveu e paga um preço alto hoje pela inexperiência da atual presidente da República, que não tinha administrado nada ainda e assumiu o governo brasileiro. Qual o preço disso? Inflação saindo do controle, recessão técnica da economia, uma perda enorme de credibilidade do país. Uma nova aventura não faria bem ao interesse brasileiro”, afirmou, em entrevista à rádio CBN.

Em propaganda eleitoral do PT, um narrador diz que o Brasil não quer “a incerteza de uma aventura, nem a volta ao passado”, uma referência indireta a Marina e Aécio – cujo partido, o PSDB, governou o país de 1995 a 2002.

Na entrevista, Aécio também usou a ligação de Marina, no passado, ao PT para criticar supostas “contradições” na agenda da candidata. “Sou oposição ao governo que está aí. Não sou oposição circunstancial, não virei oposição agora. Nunca participei de governo do PT, nunca fui filiado ao PT”, afirmou.

Aécio disse que “a candidatura de Marina tem as suas virtudes”, mas “traz contradições”. “Ela fez toda a sua história política no PT. A Marina que hoje defende a política econômica do PSDB é a Marina que lá atrás votou contra a Lei de Responsabilidade Fiscal”, atacou.

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