GM desiste de importar Agile e Sonic para o Brasil

Tendência é de desvalorização dos que já estão nas ruas

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Agile foi uma decepção em vendas: nem 10 mil unidades no ano
GM/Divulgação
Agile foi uma decepção em vendas: nem 10 mil unidades no ano

Dois dos modelos mais recentes da GM, o Agile e o Sonic, deixarão de ser importados para o Brasil, onde são vendidos sob a marca Chevrolet. Com vendas bem abaixo do esperado, os dois já haviam sido retirados do site da montadora, que agora confirmou a decisão do fim da venda deles ao site especializado em veículos Car and Driver.  

Ambos estariam sendo canibalizados por um concorrente da própria Chevrolet: o hatch compacto Onix, que disputa espaço no mesmo segmento. Para se ter uma ideia, o Onix teve 91,2 mil unidades vendidas desde o início do ano até agosto, de acordo com números da Federação dos Distribuidores de Veículos (Fenabrave). No mesmo período, apenas 4.246 unidades do Sonic hatch foram emplacadas.

Os números mostram que o consumidor brasileiro estava praticamente ignorando a existência do Sonic sedã. Foram 2.706 carros vendidos em 2014. Já o Cobalt, outro sedã da mesma GM, acumula 28,5 mil unidades emplacadas nos primeiros oito meses do ano.

Segundo a reportagem do Car and Driver, a própria GM teria afirmado que a importação do modelo foi diminuindo gradativamente, para dar espaço ao utilitário-esportivo Tracker. Porém, há uma chance de o Sonic voltar a ser importado no futuro.

O Agile realmente decepcionou em vendas. Fechou agosto acumulando apenas 9.547 exemplares vendidos, segundo a Fenabrave, ante 122.146 unidades do Volkswagen Gol e 112.858 do Fiat Palio, dois dos seus principais rivais.

Apesar de já ter deixado de ser importado da Argentina, onde ainda continua sendo fabricado e vendido, o Agile ainda pode ser encontrado em algumas concessionárias Chevrolet no Brasil, mas sairá de cena assim que os estoques forem esgotados. Também vale lembrar que a picape Montana, derivada do Agile, segue sendo vendida normalmente no Brasil.

Desvalorização do usado. Quando um carro sai de linha, tende a sofrer queda de preço no mercado, segundo o presidente do Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos de Minas Gerais (Sincodiv-MG), Mauro Pinto de Morais Filho. “Quando é mais vendido, isso custa um pouco a acontecer. O Sonic vai sofrer mais do que o Agile, porque é um carro que não se vê em lugar nenhum”.

Para ele, quem tem algum desses modelos não deve vender agora. “Nesse momento, todo mundo fica perdido e acaba fazendo mau negócio”. Morais recomenda trocar de veículo apenas se necessário.

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