Jogador do Olympico que invadiu quadra em final assimila incidente

Pivô Júlio Nunez reconhece o erro que acabou fazendo a diferença para que seu time, de uma forma não convencional, se tornasse campeão metropolitano

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

Júlio não demorou para se dar conta do tamanho do erro que cometeu
Arquivo pessoal
Júlio não demorou para se dar conta do tamanho do erro que cometeu

Uma atitude impensada e que durou frações de segundos ainda incomoda o pivô Júlio Nunez, do Olympico Club. Na última sexta-feira, ele, que estava no banco de reservas, invadiu a quadra quando o Minas, que jogava contra sua equipe, faria 7 a 5 no placar, faltando 2min para o fim do jogo final do Campeonato Metropolitano. 

O resultado deixaria o clube da Rua da Bahia perto do 12º título seguido do Metropolitano. Com o 6 a 5 mantido - e Júlio expulso -, o Olympico chegou ao empate faltando apenas 30s, resultado que lhe deu o título do torneio após 34 anos.

"Sei que foi uma atitude antidesportiva e que não condiz com os meus valores. O ser humano é falível. Não raciocinei naquela hora e não demorei para me dar conta do tamanho do meu erro. Tenho meus princípios e imediatamente após o jogo, pedi desculpas para o meu grupo e até para o árbitro. O clima no vestiário era de incredulidade", lembra Júlio.

Um dos juízes que apitou o jogo, de nome Evandro, não quis dar muita atenção para o pivô. "Ele nem olhou na minha cara e se limitou a dizer que eu tinha estragado o jogo", lamenta.

Talvez o fato do Olympico ter um grupo de ex-atletas profissionais e que tinham ali, uma chance única e derradeira no campeonato, tenha pesado na decisão do jogador, que forma em Direito no final do ano. "Entrei na van chorando e pedi desculpas para meus companheiros. Quem me conhece, sabe que eu não sou disso e até me perguntaram o que tinha acontecido. Fui dormir às 7h da manhã, tentando entender tudo que tinha passado", analisa.

Críticas pesadas. Depois de escutar alguns termos que lhe machucaram, como marginal, antiético e imoral, Júlio tenta deixar para trás o ocorrido. "Posso ser punido e acho que mereço isso. Mas, nas vezes em que isso aconteceu no futsal, nada aconteceu, que eu saiba. Vi matérias completamente parciais, que não tiveram a preocupação de ver o outro lado da história. Isso não se faz", pontua.

Com o episódio prestes a virar passado na carreira, ele quer apenas seguir em frente e aprender com os erros. "Fiquei mal, isso não condiz com minha personalidade. Minha família e meus amigos sabem que foi algo impulsivo, não concordaram com o que fiz, mas me deram o apoio necessário", completa.