“Eles estão desesperados”

Petistas rebatem tática tucana de tornar campanha em Minas mais agressiva a Pimentel

iG Minas Gerais | Larissa Veloso e Ricardo corrêa |

União. Odair Cunha (direita) diz que campanha de Pimentel manterá tom propositivo e não vai entrar nas provocações da campanha tucana

Odair Cunha (direita) diz que campanha de Pimentel manterá tom propositivo e não vai entrar nas provocações da campanha tucana
Fernando Cavalcanti / PT / Divulgacao
União. Odair Cunha (direita) diz que campanha de Pimentel manterá tom propositivo e não vai entrar nas provocações da campanha tucana Odair Cunha (direita) diz que campanha de Pimentel manterá tom propositivo e não vai entrar nas provocações da campanha tucana

As declarações do presidente estadual do PSDB, Marcus Pestana, de que os tucanos irão agora partir para o ataque na disputa pelo governo de Minas, não agradaram à campanha de Fernando Pimentel (PT). Em entrevista ao blog “Olho Neles”, do portal O TEMPO o presidente estadual do PT, Odair Cunha, disparou: “o PSDB comeu quente e queimou a boca”.

Cunha apontou como estopim para a mudança de estratégia na campanha tucana o fato de Pimentel ter 33% das intenções de voto contra 21% de Pimenta, na última pesquisa DataTempo, realizada entre 21 e 25 de agosto. “Eles estão desesperados. Estabeleceram data para melhorar, data para ultrapassar nosso candidato (Pimentel), e aconteceu tudo ao contrário. O candidato deles não sai do lugar, não melhora”, avaliou Cunha. Ele afirmou ainda que a coligação de Pimentel “não vai entrar” na estratégia do PSDB e o que interessa são “ideias” e “propostas”. No entanto, não se esquivou de alfinetar os adversários com a situação da campanha presidencial. “Quem está em terceiro nas pesquisas (para presidente, se referindo a Aécio Neves)? E em Minas? Eles não se constituem uma alternativa para os mineiros e estão sendo derrotados nacionalmente. Hoje, temos duas candidatas que lideram. As duas, Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB), são ex-ministras do presidente Lula. Então, suas sentenças não se confirmam. Suas profecias não se realizam”, disse Odair Cunha. O termo “desespero” foi também usado pelo deputado federal Miguel Corrêa (PT) para se referir à mudança de tom na campanha de Pimenta da Veiga. “É um desespero legítimo. O Marcus Pestana e o PSDB têm todos os motivos para estar desesperados. A população mineira está construindo sua opinião”. Sobre a questão de a mudança de tom no PSDB ser um reflexo de uma possível falta de recursos financeiros para a campanha, Odair Cunha afirmou que não acredita na tese. “Não acho que tenham problema de dinheiro. Acho que eles perceberam é que placas, adesivo, cavalete não ganham eleição”, explicou. Mas apesar de nenhuma das campanhas assumir publicamente, a coligação de Pimentel também pode estar enfrentando problemas financeiros. Até agosto, foram arrecadados R$ 1,1 milhão, mas os gastos previstos para a campanha petista são de R$ 42 milhões. Indagado se a falta de recursos financeiros poderia levar a dissidências e uma mudança de estratégia também na campanha do PT, o deputado Miguel Corrêa minimizou. “Sempre tivemos uma campanha mais pobre”, afirmou o petista.

Corrida Levantamento. De acordo com a pesquisa DataTempo, realizada entre os dias 21 e 25 de agosto, Pimentel teve 33,9% das intenções de voto, enquanto Pimenta da Veiga teve 21%.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave