PT compara Marina a Collor

Propaganda de Dilma disparou contra a adversária, com quem a petista aparece empatada no Datafolha

iG Minas Gerais |

Agenda. Dilma Rousseff participou de carreata ao lado de Lula, ontem, em São Bernardo do Campo
Ricardo Stuckert/ Instituto Lula
Agenda. Dilma Rousseff participou de carreata ao lado de Lula, ontem, em São Bernardo do Campo

São Paulo. Com a trajetória ascendente de Marina Silva (PSB) nas pesquisas de intenção de voto, a presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT), usou o horário eleitoral desta terça para desconstruir a imagem da adversária. Pesquisa Datafolha divulgada na última sexta-feira mostrou Dilma e Marina empatadas, com 34% das intenções de voto.  

A presidente usou imagens do debate promovido por “Folha de S.Paulo”, UOL, SBT e Jovem Pan. A campanha da petista criticou o discurso da adversária sobre a “nova forma de fazer política” e questionou como Marina, caso eleita, conquistaria apoio para aprovar projetos.

Com infográficos, a propaganda diz que a base partidária da candidata do PSB tem 33 deputados e que, para aprovar um projeto de lei, ela precisaria de, no mínimo, 129 votos favoráveis na Câmara. Para uma emenda constitucional, seria necessário o apoio de 308 congressistas. “Como é que você acha que ela vai conseguir esse apoio sem fazer acordos?”, questiona o locutor. “E será que ela quer? Será que ela tem jeito para negociar?”.

Na sequência, seguiram imagens de notícias sobre os ex-presidentes Jânio Quadros e Fernando Collor, enquanto uma voz contava que o Brasil escolheu, por duas vezes, “salvadores da pátria” que governariam no “partido do eu sozinho”. “E a gente sabe como isso terminou”, afirma. “Sonhar é bom. Mas eleição é hora de botar o pé no chão e voltar à realidade”.

A propaganda petista também usou o pré-sal para criticar a ex-senadora. Após exibir números sobre a produção e os rendimentos da camada de petróleo nos últimos anos, a publicidade decreta: “Ser contra o pré-sal é ser contra o futuro do Brasil”. O PT quer usar o recurso como arma para minar o crescimento de Marina Silva. Dilma venderá a ideia de que a rival põe riquezas do país em risco ao deixar a exploração do petróleo em segundo plano.

A propaganda da petista falou ainda sobre economia ao destacar trecho do debate do SBT em que Dilma disse não haver recessão no país e que a inflação estaria próxima a zero.

Com imagens de recortes de jornal ao fundo, o locutor comparou o momento atual com 2009, no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando, em um momento de crise internacional, a imprensa era “pessimista” com os rumos da economia e, no ano seguinte, o PIB brasileiro cresceu 7,5%.

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