Netflix mostra que veio para renovar

Serviço pavimenta caminho para se tornar referência de conteúdo televisivo

iG Minas Gerais | Isis Mota |

Suspense. James Spader e Megan Boone estrelam a série da NBC que vai ser exibida pelo Netflix
NBC
Suspense. James Spader e Megan Boone estrelam a série da NBC que vai ser exibida pelo Netflix

Quem vai segurar o Netflix? Pelo jeito, ninguém. Duas grandes jogadas do serviço de streaming de vídeo podem torná-lo uma força maior do que eu, você e as emissoras tradicionais de TV imaginavam. Primeiro, num passo claro para expandir seu alcance internacional, deu o pontapé inicial em “Marseille”, sua primeira produção francesa. Segundo, e talvez mais importante, o Netflix comprou os direitos exclusivos para passar a série mais assistida do canal NBC, “The Blacklist” (exibida no Brasil pelo Sony).

E não é pouca coisa: o Netflix vai pagar US$ 2 milhões por episódio, estabelecendo um novo recorde para negócios do tipo. Somando a isso o fato de que o serviço também renovou sua série original de animação “BoJack Horseman” para uma segunda temporada apenas quatro dias após a estreia da primeira, fica claro que o objetivo é a diversidade de conteúdo.

A renovação tão rápida mostra que a ideia é dar a qualquer programa uma chance de crescer antes de cancelar – o que, no fim, vai acabar atraindo os tubarões da criação de conteúdo na TV para o lado da internet.

Aliás, já atraiu. Em novembro do ano passado, a Disney e o Netflix anunciaram um acordo sem precedentes. O serviço de streaming vai exibir em primeira mão, em 2015, séries originais de quatro dos mais queridinhos heróis do segundo time da Marvel: Daredevil, Jessica Jones, Iron Fist e Luke Cage serão as estrelas, com 13 episódios cada, e tudo indica que os quatro ainda podem aparecer juntos numa minissérie, “The Defenders”.

Está pavimentado o caminho para que a rede se torne não só a referência de conteúdo televisivo nos Estados Unidos, mas no mundo.

A lista negra. “The Blacklist” era, até o contrato da Sony com o Netflix, o único programa entre os dez de maior audiência na faixa etária de 18 a 49 anos da TV norte-americana sem um contrato de exclusividade vigente. Enquanto a primeira temporada não entra no Netflix, o que deve acontecer nos próximos dias, os telespectadores brasileiros podem ver as reprises no canal Sony.

A lista negra do título contém alguns dos maiores criminosos do mundo, entregue ao FBI por um dos mais procurados: Raymond Reddington (James Spader).

Depois de ser caçado por uma força-tarefa durante anos, ele resolve se entregar, com uma condição: só fala com a agente Elizabeth Keen (Megan Boone, sem sal e sem graça). A partir daí, vai dedurando um criminoso por episódio, sempre usando o FBI para servir aos seus próprios interesses, e revelando uma relação cada vez mais intrincada com a tal agente – ele pode, inclusive, ser o pai biológico que ela julgava morto.

A segunda temporada, de 22 episódios, estreia na TV norte-americana dia 22 deste mês e ainda não tem data para o Brasil. Os episódios só irão para o Netflix depois de passarem todos na TV. Não é a melhor coisa que a televisão tem a oferecer, mas é um bom passatempo. Vale conferir.

No mundo

Popular. O Netflix tem cerca de 50 milhões de assinantes no mundo, espalhados em mais de 40 países, inclusive o Brasil. Segundo a empresa, mais de 1 bilhão de horas de filmes e séries são vistos todo mês.

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