Eleição faz Bolsa oscilar, mas rendimento está forte

Petrobras, Cosan e bancos fazem resultado de agosto ser o melhor em 11 anos

iG Minas Gerais | Juliana Gontijo |

Influência. Comportamento das ações da Petrobras varia de acordo com as pesquisas eleitorais
joão lêus/6.5.2011
Influência. Comportamento das ações da Petrobras varia de acordo com as pesquisas eleitorais

Com a eleição cada vez mais próxima, a volatilidade na Bolsa brasileira vem aumentando, segundo especialistas em mercado financeiro. Eles observam que os papéis têm subido nos últimos meses impulsionados, principalmente, pelas pesquisas de intenções de voto. “O mercado de capitais trabalha com expectativas. Daí, o reflexo do período eleitoral”, observa o professor de economia aplicada de MBAs da FGV/Faculdade IBS, Raul Duarte Neto.  

Em agosto, a Bovespa fechou em alta de 9,78%, maior ganho mensal desde janeiro de 2012. Também foi o melhor agosto em 11 anos, desde 2003.

Entre as ações de destaque no mês passado estão a da Petrobras, que subiram por volta de 3% depois que bancos como o Bank of America Merrill Lynch elevaram o preço-alvo dos papeis.

A Cosan também se valorizou depois que a candidata à Presidência Marina Silva defendeu na quinta-feira passada um marco regulatório “claro” para o setor de cana-de-açúcar e, segundo o especialista, pode ser uma boa opção de investimento a médio e longo prazos. No setor bancário, houve alta das ações do Banco do Brasil e do Bradesco. “Uma boa área para se investir é justamente nas ações de instituições financeiras”, observa Duarte Neto.

Apesar da alta no mês passado, o especialista observa que para investir no mercado de capitais é necessário ter “sangue frio”. “Há boas oportunidades. Só que é preciso saber escolher as empresas e ter em mente que é um investimento de médio e longo prazo”, diz.

Gestores de investimento recomendam cautela e optam por ações que estão com um ganho abaixo da média do mercado em 2014 e pelos papéis de empresas que podem ter um bom desempenho mesmo com a economia mais fraca.

Com base nessas premissas, as ações preferenciais da Vale (VALE5) lideram a lista de indicações. Esses papéis estão na carteira recomendada para setembro de seis das onze corretoras consultadas. Um pouco atrás, com cinco indicações, aparecem as ações da Cielo e as preferenciais do Itaú Unibanco e Petrobras.

“Acreditamos que a Vale é uma das principais companhias que podem se beneficiar de um real mais desvalorizado nos próximos meses, impulsionando as projeções de receita da companhia”, avaliaram, em relatório, os analistas da Guide Investimentos. Para analistas, o preço do minério de ferro em baixa pressionou mais as ações da Vale do que a de outros concorrentes internacionais, como BHP e Rio Tinto. 

Apostas Vale Uma das companhias que podem se beneficiar de um real mais desvalorizado nos próximos meses, impulsionando as projeções de receita da companhia Petrobras Influenciada por uma probabilidade maior de vitória da oposição na eleição presidencial. Cielo Para a corretora Planner, a estratégia da empresa em acelerar parcerias é bem vista pelo mercado Bancos privados Bons resultados devido ao aumento dos spreads (diferença entre a taxa de captação dos bancos e o juro efetivamente cobrado do cliente) pode valorizar as ações

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