Grupo ABC investe em Betim e abre loja de atacado e varejo

Empresa de Divinópolis chega à região metropolitana de BH com diferencial de preço e produto

iG Minas Gerais | Helenice Laguardia |

Líderes. O presidente do Grupo ABC, Valdemar Amaral, e o vice-presidente comercial, Ronaldo Peixoto
LEO FONTES / O TEMPO
Líderes. O presidente do Grupo ABC, Valdemar Amaral, e o vice-presidente comercial, Ronaldo Peixoto

Em 10 mil m² e com um investimento de R$ 10 milhões, o Grupo ABC, nascido em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas, abre a 26ª loja da rede nesta quinta, em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte. Com uma unidade do chamado atacarejo – onde são vendidos produtos no atacado e no varejo –, o presidente do Grupo ABC, Valdemar Martins Amaral, conta que já possuía o terreno há muito tempo. “Então, tínhamos vontade de entrar na Grande BH, porque nós estamos no interior, em 13 municípios, esse é o 14º”, conta.  

Para Amaral, a entrada do ABC em Betim representa um marco histórico na empresa. “É justamente por fechar o alfabeto, de A a Z. São 26 lojas, 26 letras do alfabeto”, conta o executivo. A unidade de Betim terá 18 caixas, 200 vagas de estacionamento, cerca de 10 mil itens a preços de atacado, serviços de farmácia, pizzaria, restaurante e posto de combustível. E foram contratados 150 funcionários.

Amaral explica que o grande diferencial da loja de Betim é que ela vai poder atender desde o comerciante até o consumidor final. Outra estratégia que será aplicada na unidade do ABC de Betim, de acordo com Amaral, é um sistema de preços batizado por ele de “a partir de”. “Você compra uma unidade, paga um preço. Comprando a partir de x unidades, tem um desconto muito significativo”, explica o executivo.

O foco em produtos regionais também será aplicado na loja de Betim. “Nós nos consideramos a empresa mais mineira de Minas Gerais, porque 65% dos nossos produtos são fornecidos no Estado. Da Itambé até o pequeno produtor de alface”, conta. Por outro lado, a rede compra bastante produtos do Brasil e de países como Itália e Argentina.

Amaral está tão animado com o mercado que vai abrir mais duas lojas neste ano: ainda em setembro vai para Varginha, e o outro destino é Campo Belo. Em cada uma o investimento é de R$ 10 milhões. “Estamos fazendo 32 anos neste mês de setembro”, comemora.

O Grupo ABC – um conglomerado que reúne supermercado, hipermercado, atacarejo, posto de combustível, farmácia, restaurante e o cartão ABC – tem a previsão de faturar, em 2014, R$ 850 milhões. O resultado da rede com 4.000 funcionários vai representar uma alta de 13% em relação ao ano passado.

E a expansão da marca ABC continua. “Para o ano que vem, temos um plano de ação”, diz Amaral, sem revelar detalhes. “O que acontece é que o ABC é muito baseado no custo, somos bastante econômicos”, conclui.

Cartão ABC

Participação. O grupo tem o cartão ABC. “Nosso cartão tem quase 10% de participação no negócio. E quem compra com cartão compra mais barato”, diz o presidente da companhia Valdemar Amaral.

Mensagem de são Tomás de Aquino serviu de inspiração Aos 7 anos, o presidente do Grupo ABC, Valdemar Amaral, mudou-se da fazenda Morro Vermelho, em Nova Serrana, para Divinópolis, para iniciar os estudos. Na despedida, os pais Oscarina e Pedro Martins Filho dedicaram-lhe uma mensagem que jamais seria esquecida por Valdemar: “Meu filho, siga o conselho de são Tomás de Aquino. Escolha entrar no mar pelos pequenos riachos”, disseram. Em 1968, os irmãos Valdemar e Arlindo Martins e o cunhado Arlindo de Lacerda adquiriram um pequeno armazém, o Pague Pouco. E o negócio contou com a ajuda do pai. “Ele deu uma remessa de gado para cada um dos filhos. Esse foi o nosso capital inicial”, conta Arlindo Amaral, num livro sobre a história da empresa. Em 1970, Valdemar criou um atacadista e o ABC começou em 1982.

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