‘Presídios também precisam melhorar’

iG Minas Gerais | Luciene Câmara |

Embora as Associações de Proteção e Assistência aos Condenados (Apacs) sejam referência na ressocialização de detentos, estudiosos em segurança pública dizem que o modelo não pode ser massificado por conta das regras das instituições – que exigem, por exemplo, integração da família e da comunidade. A solução defendida por especialistas passa pela melhoria do sistema tradicional de prisão.  

“As Apacs não podem ser a única opção. É preciso melhorar o sistema comum, que hoje não tem quase nada de ressocialização”, afirmou o sociólogo Robson Sávio. Segundo ele, a recuperação dos detentos não significa só oferecer trabalho ao preso, mas também estudo e recomposição de vínculos. “Se o preso sai da cadeia e não consegue voltar para a família e a sociedade, volta para o crime”, disse Sávio.

A Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) informou que todos os presos têm incentivo para o estudo e o trabalho, por meio de mais de 300 parcerias com empresas e municípios, e que 13 mil deles trabalham e 6.500 estudam, “números recordes”.

A Seds ainda destacou o sucesso de outras iniciativas, como a Universidade Corporativa do Sistema Prisional. 

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