Coligações travam batalha com quase três ações por dia

De julho até agora, PT e PSDB protagonizaram 165 ações

iG Minas Gerais | larissa veloso |

A pouco mais de um mês da eleição, as coligações das candidaturas dos dois principais adversários na corrida pelo governo de Minas têm lotado a Justiça Eleitoral de representações com questionamentos sobre as propagandas rivais. Levantamento feito pela reportagem de O TEMPO com base nas informações do Tribunal Regional Eleitoral de Minas (TRE-MG) mostra que, do início de julho até agora, foram protocoladas pelos menos 200 ações judiciais. Nesse universo, PT e PSDB protagonizam a maior parte das denúncias de descumprimento da Lei Eleitoral: são 165 ações em dois meses de campanha, o que dá uma média de 2,75 processos a cada dia de campanha. No cabo de guerra criado por Fernando Pimentel (PT) e Pimenta da Veiga (PSDB), os tucanos ou os partidos que compõem a coligação Todos por Minas lideram. São 92 ações. Na outra ponta, a coligação Minas pra Você, encabeçada pelo PT, recorreu ao TRE 73 vezes. O horário eleitoral gratuito de rádio e televisão tem sido o estopim para os pedidos de liminares. Os tucanos alegam que Fernando Pimentel tem surgido nas inserções dos candidatos a deputado estadual com o objetivo de fazer propaganda para si próprio ou com a intenção de denegrir o adversário. O PT, por sua vez, alega que Pimenta da Veiga tem aparecido nos horários destinados à coligação Avante Minas, formada por PTB e SD. Pela lei eleitoral, os candidatos não podem usar o horário de outra candidatura para fazer promoção de si mesmos ou para atacar o adversário. Outro motivo de representações de ambos os lados é a ausência do nome do candidato a vice-governador na propaganda gratuita e também a falta dos nomes dos suplentes dos candidatos aos cargos do Legislativo. Na maior parte das representações, as coligações pedem que os candidatos sejam punidos com a perda de tempo no horário eleitoral.  “Sempre é assim. As coligações acabam olhando de forma mais criteriosa a propaganda do oponente. As acusações podem acabar revelando, sim, uma ilegalidade de fato”, explica o coordenador de Registros e Informações Processuais do TRE-MG, Marco Aurélio Neto. 

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave