Brasil joga mal e é atropelado pela Espanha no Mundial de basquete

Espanhóis imprimiram um ritmo avassalador desde os primeiros minutos e os comandados de Rubén Magnano perderam o primeiro duelo no torneio internacional

iG Minas Gerais | JOSIAS PEREIRA |

Pau Gasol, maior pontuador da partida, disputa jogada com Anderson Varejão
Site oficial/Divulgação
Pau Gasol, maior pontuador da partida, disputa jogada com Anderson Varejão

O Brasil entrou em quadra com o sonho de surpreender a seleção espanhola. Mas saiu dela com a certeza de que será preciso melhorar e muito para conservar o desejo de subir ao pódio no Mundial da Espanha. Os comandados de Rubén Magnano foram atropelados pelos espanhóis por 82 a 63, em duelo disputado na tarde desta segunda-feira, em Granada, pela terceira rodada do Grupo A. Desde os primeiros minutos, a equipe se encontrou totalmente perdida em quadra e três lances livros errados foram suficientes para jogar um 'balde de água fria' na esperança brasileira.

A Espanha, por sua vez, deu show. Embalado por sua torcida, a equipe fez um primeiro quarto praticamente impecável, abrindo nada menos que 16 pontos de frente. Nos quartos seguintes, os donos da casa e francos candidatos ao título apenas ampliaram sua vantagem. E claro, aproveitaram para demonstrar todas o seu arsenal. Bolas de três pontos, enterradas, assistência de costas. Teve para todos os gostos. 

O cara do jogo 

O cestinha do jogo foi o ala-pivô Pau Gasol, com 26 pontos marcados e nove rebotes (eficiência de 32%). Pelo lado brasileiro, o principal pontuador foi Leandrinho Barbosa, com 11 tentos. 

Próximos passos 

Mirando a segunda posição do grupo A, o Brasil volta a quadra apenas nesta quarta-feira, quando encara a Sérvia, um de seus rivais diretas na briga pela classificação, às 13h (de Brasília), também em Granada. A seleção, que já possui duas vitórias no torneio, encerra sua participação na primeira fase do torneio internacional na quinta, dia 4 de setembro, contra o Egito, às 10h30 (de Brasília).

O jogo

A Espanha iniciou a partida de forma avassaladora. Apoiada por sua torcida, a equipe imprimiu seu ritmo desde os primeiros minutos e não encontrou muitas dificuldades para abrir vantagem ante a um Brasil completamente perdido em quadra e com extremas dificuldades para marcar o potente garrafão espanhol. Para complicar ainda mais as coisas, Navarro e Rudy Fernandez estavam impossíveis com seus arremessos do perímetro. Nos primeiros minutos, três lances livres errados da seleção, todos eles cobrados pelo pivô Tiago Splitter foram fundamentais para aumentar o nervosismo da equipe. Com os sucessivos erros e a transição em altíssima velocidade do ataque de “La Roja”, não teve jeito. O Brasil finalizou o primeiro quarto simplesmente 16 pontos atrás no marcador: 30 a 14 para a Espanha.

Era preciso fazer algo no segundo período. E a seleção o fez. Foram sete pontos consecutivos da equipe brasileira, limitando o ataque espanhol a nenhuma cesta. Foi aí que algumas marcações equivocadas da arbitragem deixaram o jogo truncado. A Espanha aproveitou-se do fato de ser a dona da casa para tentar desestabilizar os jogadores brasileiros e colocar pressão na arbitragem. O técnico Juan Orenga foi um dos que mais pegaram no pé dos juízes e também da mesa. Apesar da nítida melhoria, a situação continuou bem complicada para o Brasil, que até venceu o segundo quarto por 18 a 15, mas foi para o intervalo perdendo por 13 pontos de diferença: 45 a 32.

A etapa complementar ao menos reservava a expectativa de uma apresentação um pouco mais digna do selecionado verde e amarelo, mas a Espanha voltou ligada no 220v, principalmente ele, Pau Gasol. Em noite inspirada, o ala-pivô do Chicago Bulls acertou três bolas de três seguidas e sentenciou qualquer chance de reação brasileira.   

Curiosamente, o último quarto foi aquele que apresentou mais equilíbrio entre as equipes. A Espanha tirou o pé do acelerador, e o Brasil diminuiu, em números gerais, a desvantagem acachapante.  

Estatísticas 

Lances livres

Brasil - 53% de aproveitamento (8/15) // Espanha - 69% de aproveitamento (11/16) 

Três pontos 

Brasil - 30% de aproveitamento (3/10) // Espanha - 49% de aproveitamento (11/24) 

Rebotes 

Brasil - 32 // Espanha - 41 

Eficiência no ataque em jogadas tentadas

Brasil - 41% de aproveitamento (26/64) // Espanha - 51% de aproveitamento (30/59) 

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