Dilma critica plano da rival

Petista chama a atenção para a proposta de revisão de incentivo à indústria automobilística do PSB

iG Minas Gerais |

Coletiva. A presidente Dilma Rousseff convocou, ontem, a imprensa para falar sobre suas preocupações com o programa da adversária
Cadu Gomes/PT/Divulgacao
Coletiva. A presidente Dilma Rousseff convocou, ontem, a imprensa para falar sobre suas preocupações com o programa da adversária

Brasília. Candidata à reeleição pelo PT, a presidente Dilma Rousseff afirmou, neste domingo, que o programa de governo da candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, a deixa preocupada em relação à geração de empregos no país. “Eu quero dizer que eu li neste fim de semana o programa da candidata e vi propostas que me deram muita preocupação no que se refere tanto à criação de empregos quanto à questão da indústria nacional”, afirmou a presidente, que chamou os jornalistas ao Palácio da Alvorada para falar exclusivamente sobre esse assunto.  

Dilma criticou pontos no programa da candidata do PSB referentes às indústrias naval e automobilística. A presidente fez questão de ressaltar que em seu governo 12 fabricantes de veículos ampliaram investimentos no Brasil, como as alemãs Audi e BMW e a japonesa Nissan, e aumentou o número de empregos nos dois setores.

“A política de conteúdo local tem como base produzir no Brasil o que pode ser produzido no Brasil, mantendo preço, prazo e qualidade, e foi muito bem-sucedida tanto no caso da indústria naval, quanto na indústria automobilística”, afirmou a petista.

Em um capítulo dedicado à “Economia para o Desenvolvimento Sustentável”, o programa de Marina, divulgado na última sexta-feira, diz ser “indispensável” revisar “em profundidade” atuais programas de incentivos e proteção para as indústrias de petróleo e automóveis, incluindo a política de conteúdo nacional, que obriga que boa parte dos insumos adquiridos seja produzida no Brasil.

“Nesses e em outros casos se avolumam reclamações de ambos os lados: os possíveis beneficiários se queixam porque os requisitos de produção local não seriam realmente respeitados enquanto os agentes aos quais cabe seguir os limites de produção nacional alegam a impossibilidade de atendimento das exigências”, diz trecho do programa de Marina.

O plano enfatiza que políticas de proteção e de conteúdo local “só são efetivas enquanto constituírem casos especiais, e não a regra da política industrial”.

Emprego. Na entrevista à imprensa, Dilma disse que, se reeleita, não irá desempregar trabalhadores no país. Em discursos de campanha, ela tem reiterado que em seu governo foram gerados aproximadamente 5 milhões de empregos e, somados o seu mandato e o do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Brasil criou, nos últimos 12 anos, cerca de 20 milhões de empregos formais.

“Eu fico muito preocupada e queria dizer que eu não fui eleita para desempregar ou reduzir a importância da indústria, principalmente aquela que pode ser uma indústria que tenha grande absorção de tecnologia e inovação. E não serei reeleita para isso”, disse a presidente.

“Minha proposta vai ser criar empregos e assegurar que os eles sejam cada vez mais qualificados, tanto na indústria automobilística e na indústria naval, que é o que vem acontecendo”, completou a presidente.

Responsável

Ministério. Foi o candidato ao governo de Minas, Fernando Pimentel, que conduziu parte do programa de incentivou à indústria, quando foi titular do Ministério de Desenvolvimento.

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