Cobrança pelo uso motivou mudanças

Ela teve início em 2002, no caso dos rios federais – que cortam mais de um Estado, como o Paraíba do Sul

iG Minas Gerais |

Rio de Janeiro. Segundo Paulo Carneiro, pesquisador do Laboratório de Hidrologia da UFRJ e coordenador do Plano Estadual de Recursos Hídricos, feito a pedido do órgão responsável pela hídrica no Rio, o Inea, a motivação de muitas empresas para elevar os índices de reutilização da água foi a cobrança pelo uso do insumo.  

Ela teve início em 2002, no caso dos rios federais – que cortam mais de um Estado, como o Paraíba do Sul. O pagamento é recolhido pela Agência Nacional de Água (ANA). No Rio de Janeiro, a cobrança dos rios de domínio estadual começou em 2004, e o dinheiro arrecadado vai para um fundo. Em Minas Gerais, quem concede a outorga é o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam).

“A indústria paga pelo volume outorgado, não pelo consumido efetivamente, pois sua medição é muito difícil. Se ela consegue economizar água, pede para reduzir o volume da outorga. Gasta menos e libera mais água para a rede de abastecimento”, diz Carneiro.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave