Ajuda para usuários de drogas

Serviço telefônico oferece orientações gratuitas para dependentes químicos e seus familiares

iG Minas Gerais | Cinthia Ramalho |

Recuperado. Gustavo Leite se livrou das drogas após entender que precisava de ajuda para se tratar
Alex de Jesus
Recuperado. Gustavo Leite se livrou das drogas após entender que precisava de ajuda para se tratar

Uma média de três mineiros foram atendidos por dia, de janeiro a julho deste ano, pelo Ligue 132, que presta ajuda a usuários de drogas e a seus familiares. O programa, intitulado Serviço Nacional de Informações e Orientações Sobre a Prevenção ao Uso de Drogas, é uma iniciativa do governo federal e, neste ano, já fez 16.113 atendimentos no país – sendo 687 deles em Minas.

Em todo o ano passado, os mineiros fizeram 1.752 pedidos de ajuda – média de 146 por mês –, o que colocou o Estado no quarto lugar em procura. Minas perde para São Paulo (4.528), Rio de Janeiro (2.138) e Rio Grande do Sul (2.099). De acordo com o Ministério da Justiça, que coordena o projeto, o Ligue 132 integra o programa Crack, é Possível Vencer, e, por meio de atendimentos via telefone, oferece apoio gratuito e orientações quanto às possíveis formas de prevenção e tratamento da dependência química. Os atendimentos são baseados em entrevistas motivacionais com os usuários e seus familiares. A pessoa que liga, seja ela um amigo ou familiar do usuário, ou até mesmo o próprio dependente químico, não precisa se identificar. Incentivo. Para o psiquiatra Valdir Ribeiro Campos, membro da Comissão de Controle ao Tabagismo, Álcool e Outras Drogas da Associação Médica de Minas Gerais, uma das maiores dificuldades para os dependentes químicos é a aceitação da doença e da necessidade de receber ajuda. “É claro que esse serviço não vai tirar o paciente do mundo das drogas, mas poderá orientá-lo e orientar as famílias sobre a melhor forma de buscar ajuda, já que muitas vezes elas não sabem onde procurar”, disse. O churrasqueiro Gustavo Henrique Leite, 34, teve seu primeiro contato com entorpecentes aos 8 anos. Na adolescência, passou a usar maconha e, mais tarde, cocaína e crack. Em 2009, decidiu procurar ajuda e se internou em uma clínica. Leite chegou a buscar orientações nos serviços via telefone e hoje está livre das drogas. “Existe saída para esse problema, é só o dependente químico querer mudar o seu comportamento”.

Serviço Telefone. Para buscar ajuda pelo Serviço Nacional de Informações e Orientações Sobre a Prevenção ao Uso de Drogas, basta discar 132. 0 atendimento funciona 24 horas, é gratuito e sigiloso.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave