Longas filas de espera marcam a Virada Cultural

Evento teve atrações para todos os gostos, entre cinema, música e teatro; muitos reclamaram das filas para entrar e assistir às apresentações

iG Minas Gerais | Lygia Calil |

Quem quis curtir as atrações do Parque Municipal durante a Virada Cultural precisou de paciência. Isso porque a fila para entrar, que incluía revista individual, alcançou pelo menos 700 metros, segundo a Polícia Militar, e chegou a dobrar a esquina das avenidas Afonso Pena e Carandaí.

O casal de empresários Nárcio de Freitas, 45, e Ana Luíza Coelho, 39, foi ao parque para assistir ao show da cantora Marina Machado, mas perdeu a apresentação enquanto aguardava do lado de fora. "Não esperávamos tanta gente assim. Devíamos ter chegado mais cedo. Agora estamos torcendo para entrar para ver o Toquinho", comentou Nárcio.

Apertado do lado de dentro do parque, o público formado por famílias, crianças, homens e mulheres de todas as idades assistiu à Orquestra Sinfônica Arte Viva, sob regência do maestro Amilson Godoy. A estimativa da PM é que mais de 10 mil pessoas tenham curtido o show.

O cantor e compositor Toquinho se juntou aos músicos por volta das 23h30. Aos 66 anos, a aposentada Rosalina Gouvêa foi ao parque para assistir à apresentação. "Música faz a gente rejuvenescer", disse, rodeada por um público formado, na maioria, por pessoas pelo menos 40 anos mais jovens do que ela. "Isso aqui está lindo", completa a senhora.  Ao fim do show, à 0h30, ainda havia gente na fila querendo entrar.

No extremo oposto do parque, no teatro Francisco Nunes, o espetáculo "Queijo, Comédia e Cachaça" atrasou 45 minutos e começou às 23h45. Mais de 400 pessoas esperaram para entrar - entre elas, a dona de casa Elita Diniz, 49, aguardava, impaciente. "Já estou aqui há uma hora, em pé, e não nos deram nenhuma satisfação. Não sei nem se a peça vai acontecer", disse ela, que já tinha passado pelo Sesc Palladium e pela praça Sete antes de chegar ao parque. Até que as portas do teatro se abrissem, ela esperou por mais 30 minutos na fila.

Poderoso Chefão

A saga dos Corleone lotou os 129 ao cine Humberto Mauro. A maratona de quase nove horas de filme começou pontualmente às 21h e iria terminar às 6h40 de domingo, após o final da terceira parte de "O Poderoso Chefão". A trilogia do diretor Francis Ford Copolla, que retrata uma família mafiosa nos Estados Unidos, fez com que muitos espectadores e fãs de cinema encarassem mais de 540 minutos nas poltronas do cinema.

Foi o caso do estudante cinéfilo Emerson Reis, 24, que foi ao Humberto Mauro sozinho. Para aguentar a noite toda, levou água, chocolate e batata chips, para lanchar durante as sessões. "Já estou acostumado a encarar maratonas como essa, na frente da tela. Essa trilogia é um clássico, não poderia perder, mesmo já tendo assistido aos filmes", comentou.

Já o músico Diogo Aloni Souza, 27, chegou tarde para o primeiro filme e perdeu a sessão. A solução foi dar uma volta na praça Sete para matar o tempo até que o segundo longa começasse. "A programação da virada está interessante. Amanhã, quero ver a banda Dibigode", disse ele.  

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