Aécio ficará mais agressivo

Programa de TV vai confrontar o discurso petista e mostrar a piora da economia brasileira

iG Minas Gerais |

Interior de São Paulo. Aécio Neves, em campanha, se encontrou com lideranças do PSDB e populares
Orlando Brito/Coligação Muda B
Interior de São Paulo. Aécio Neves, em campanha, se encontrou com lideranças do PSDB e populares

BRASÍLIA. O quadro do momento é dramático, mas o candidato do PSDB, Aécio Neves, não pretende entregar os pontos e avalia que a campanha vai passar por um período de acomodação nos próximos 15 dias. Passada a semana que se seguiu ao funeral de Eduardo Campos – que, dizem, deu cerca de 130 horas de mídia positiva para a candidata do PSB, Marina Silva –, o candidato pretende acelerar o calendário.  

Aécio começará amanhã uma ofensiva mais agressiva para tirar da adversária o posto de “verdadeiro candidato de oposição” à presidente Dilma Rousseff. Vai estrear um novo formato do programa de TV. No lugar da apresentação de sua candidatura, vai confrontar o programa petista na TV e a piora da economia. Vai mostrar in loco que não tem água no Nordeste nem trens de última geração como os mostrados.

O coordenador geral da campanha, José Agripino Maia (DEM-RN), diz que, sem partir para baixarias ou abandonar a colocação diária de suas propostas, Aécio deixará de lado o figurino gentil do mineiro para ir à guerra: “Agora, sai o mineiro para entrar o guerreiro”.

Outra possibilidade, mais na frente, é Aécio mostrar na TV o seu time, a equipe com quem vai trabalhar em áreas como meio ambiente, segurança, saúde e economia. Isso acabaria com o discurso dúbio de Marina, que conta com tucanos para formar um pacto de governabilidade e resolver sua falta de equipe e de apoio político.

Agripino Maia admite que a pesquisa Datafolha, que mostra Marina empatada com Dilma no primeiro turno e abrindo 19 pontos à frente de Aécio, é ruim. Mas diz que ela vive “um mar de rosas” com cinco dias de campanha. E que Aécio vai centrar fogo em Dilma, mas vai alimentar diariamente o contraditório com Marina: “Marina começa a se mostrar como candidata, com suas contradições, ônus e bônus. Antes, era apenas uma entidade. Nesse momento de acomodação, qualquer número é apenas um número. Campanha tem turbulências. E nós vamos resistir”.

Janelas abertas. Os coordenadores de Aécio apontaram janelas para ele crescer: dada a inconsistência de propostas, de preparo e de equipe, acham que nesses 34 dias restantes há ainda tempo para que Marina dê um tropeção e repita situações como a de candidatos que dispararam em eleições passadas, mas acabaram perdendo terreno em pouco tempo, como Roseana Sarney, Ciro Gomes e Celso Russomano. “Nem o PT nem o PSDB vão ficar assistindo, sem reagir, essa suposta nova política surfando no nirvana. Vamos deixar claro que quem conhece Marina não vota nela”, diz o presidente do PSDB mineiro, Marcus Pestana.

Campanha

Corpo a corpo. Aécio Neves discursou ontem em São José do Rio Preto (SP), em evento que reuniu membros do PSDB, como o governador Geraldo Alckmin e o candidato ao Senado José Serra.

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