Fé e atividades de lazer ajudam a superar obstáculos

A fé e a esperança por bons resultados e uma melhor qualidade de vida não são crenças exclusivas de quem aguarda há anos por uma doação de órgão

iG Minas Gerais | Luiza Muzzi |

Para muitos pacientes que esperam pela doação de órgãos, é a fé que dá força para continuar vivendo. Por baixo da camisa de mangas compridas, marcas das agulhadas recebidas durante os nove anos e meio de hemodiálise já tomaram conta dos braços de Kátia Vieira, 49. Ela afirma que só conseguiu superar os obstáculos dos últimos anos graças à sua própria fé e à força de seus “anjos” – os amigos e familiares que estiveram ao seu lado todo o tempo.

“Não abro mão de viver e de ter atividades de lazer. Mas entreguei minha vida nas mãos de Deus, e vai ser feita a vontade dele”, diz, sorrindo. Caso consiga um órgão, ela pretende tirar um mês de férias e viajar. A primeira parada, porém, já é certa: Aparecida (SP), onde quer entrar no santuário de joelhos, para agradecer a Nossa Senhora Aparecida sua “libertação”. Novatos. A fé e a esperança por bons resultados e uma melhor qualidade de vida não são crenças exclusivas de quem aguarda há anos por uma doação de órgão. O aposentado Hudson Saleme de Oliveira, 59, recebeu há poucos meses a notícia de que precisará de um transplante de fígado, mas está confiante e já providenciou os exames para dar entrada na lista de espera. “Estou tranquilo. Tenho Deus dentro de mim e tenho fé de que ele vai agir nas mãos dos médicos”, diz. Regras. Diferentemente do que ocorre com os rins – cuja convocação para a cirurgia depende da compatibilidade imunológica entre doador e receptor do órgão –, a prioridade para transplantes de fígado é dada para pacientes em estado de saúde considerado mais grave.

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