‘Na vida, a gente se acostuma com tudo’

Macedo passou por um transplante há 20 anos, quando recebeu o rim doado por um irmão, mas, seis anos depois, houve rejeição, e o órgão precisou ser retirado

iG Minas Gerais | Luiza Muzzi |

Apesar de muitos pacientes que aguardam há anos por um transplante de rim serem otimistas quanto à possibilidade de uma doação, o aposentado José Welington Rodrigues Macedo, 47, que está há 14 anos na espera, conta que muitos colegas de tratamento já perderam as esperanças de conseguir um novo órgão.  

“A pessoa vê os anos passando, passando, e não sendo chamada nunca, aí a esperança vai acabando”, afirma. Macedo passou por um transplante há 20 anos, quando recebeu o rim doado por um irmão, mas, seis anos depois, houve rejeição, e o órgão precisou ser retirado. Foi quando ele retomou a hemodiálise, feita três vezes por semana.

Religião. Atualmente o aposentado espera pela nova cirurgia, mas garante que está tranquilo.

“No meu caso, ponho nas mãos de Deus. Tenho vontade de fazer (o transplante), mas enquanto isso vou vivendo do jeito que dá. Na vida, a gente se acostuma com tudo”, afirma. 

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