Entidade aproveita signos brasileiros e fortalece marca

Na decisão, a ministra Nancy Andrighi esclareceu que “a CBF tem a finalidade de organizar e coordenar a prática de atividades ligadas ao futebol

iG Minas Gerais |

Brasil é Brasil, e CBF é CBF. Embora a distinção entre nação e entidade seja clara, é normal que o cidadão comum ou o torcedor confundam as duas representações. Inteligentemente, desde seus primórdios, a confederação brasileira aproveita-se das semelhanças para explorar produtos e marcas.  

Embora aceitáveis, o verde, o amarelo, o azul e o branco – das cores da bandeira nacional – também compõem o escudo e os uniformes da CBF, o que, consequentemente, contribui para a ambiguidade.

Mas, se a entidade usa os diversos simbolismos que fazem o Brasil ser reconhecido mundo afora, há também quem utilize de suas marcas para o uso comercial. No ano passado, o Superior Tribuna de Justiça (STJ) negou recurso da CBF, que pedia indenização por danos morais pelo uso de sua marca por uma microempresa de bolsas, bijuterias e acessórios.

Na decisão, a ministra Nancy Andrighi esclareceu que “a CBF tem a finalidade de organizar e coordenar a prática de atividades ligadas ao futebol. Sua principal atividade econômica é a produção e promoção de eventos esportivos, e não a venda de produtos com sua marca”.

Solicitação. Para tratar do papel da CBF no gerenciamento do futebol brasileiro, a reportagem solicitou à entidade entrevistas com o atual presidente, José Maria Marin, e o presidente eleito, Marco Polo del Nero. Os pedidos, no entanto, não foram atendidos.

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