Grana é captada sem esforço

A seleção brasileira é considerada por especialista uma das mais preciosas marcas do planeta

iG Minas Gerais | Thiago Nogueira |

Agrado. Na Granja Comary, antes da Copa, os jogadores participaram de encontro com patrocinadores
Ricardo Stuckert / CBF
Agrado. Na Granja Comary, antes da Copa, os jogadores participaram de encontro com patrocinadores

Não existe produto mais valioso no mercado esportivo do que a seleção brasileira. Sendo assim, a captação de recursos se dá num piscar de olhos, com o mínimo esforço da CBF. Se a Volkswagen não quis renovar o contrato depois do fiasco da Copa do Mundo, por exemplo, a General Motors não titubeou e fechou acordo de cinco anos na semana passada.  

“A CBF não precisa de uma área comercial treinada. A seleção é um produto único. Ela por si só se vende. Existe um histórico de seleção vencedora, comercialmente ela é valorizada. A CBF recebe mais de patrocínio do que a receita total do Flamengo”, destaca Pedro Daniel, consultor de gestão esportiva da BDO.

Terceiro clube com maior receita no futebol nacional, o Flamengo reuniu R$ 273 milhões em 2013, R$ 5 milhões a menos do que a confederação brasileira obteve só de patrocínios no ano passado. As fontes de receita da CBF, aliás, vêm em uma crescente, principalmente por causa da Copa no Brasil. No começo deste ano, a entidade estimava uma arrecadação de R$ 324 milhões em patrocínios por causa do Mundial.

“A Copa aumentou ainda mais esse investimento. Mas claro que, agora, não será o mesmo de antes”, pondera Pedro Daniel. Só o contrato com a Nike, considerado o mais caro, renderá R$ 83,9 milhões em 2014.

A CBF tem hoje 14 patrocinadores e outros três parceiros. São empresas dos mais variados seguimentos (veja ao lado). Existe até concorrência dentro de um mesmo setor. Nos últimos anos, a telefonia Vivo tomou o lugar da TIM, e a Gol, substituiu a TAM.

Desde que assumiu, o presidente da CBF, José Maria Marin, foi claro. A seleção estaria à disposição dos patrocinadores. Era só chamar. E não era difícil de notar isso. Antes e durante o Mundial, Neymar, David Luiz, Bernard, Felipão e outros emendavam um comercial de TV após o outro.

Competições. Mesmo criticada pela organização dos campeonatos estaduais, a CBF também não deixa de engordar os cofres com patrocinadores nesses torneios. Brasileirão Chevrolet e Copa Sadia do Brasil são empresas que pagaram para ter seus noves vinculados aos nomes do campeonato.

Embora a CBF negue, existem denúncias que a entidade receba dinheiro público da Caixa Econômica Federal através de contratos com empresas certificadas pela entidade para organizador os torneios.

Os anunciantes

Patrocinadores:

- Nike

- Itaú

- Vivo

- Ambev (Gatorade, Brahma e Guaraná Antarctica)

- Sadia

- MasterCard

- Samsung

- Nestlé (Nescau e Garoto)

- Pão de Açúcar (Extra)

- P&G (Gillette, Ariel)

- General Motors

- Gol

- Englishtown

- Seguros Unimed

Parceiros:

- Parmigiani

- Tenys-Pé

- Techinogym

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